Destinada ao Grego: a babá e o viúvo proibido
Capítulo 41
a babá eletrônica
e em seguida, vir ao meu encontro.
Ele pega a minha mão e depois de sairmos, fecha a porta do quarto. Continuo parada, encarando-o. O coração martelando dentro do peito pelo que vou fazer
, mas não consigo enxergar outra saída.
— Eu quero mais também. Não me importa o prazo. O quanto for.
Eu quero mais.
Capítulo 41
— Por que essa mudança? — pergunto, estudando o rosto dela com atenção.
— Não sei se entendi.
— Antes de irmos buscar Joseph, disse que não queria mais.
Estava irredutível, na verdade.
— Você mudou de ideia?
— Não, eu nunca volto atrás quando tomo uma decisão. Quero você. — Não sei como faremos isso funcionar
.
— Não sabe como faremos funcionar
o quê, Cecily? Somos
livres.
Ela não diz nada. Eu pego sua mão novamente e começo a descer as escadas.
Está gelada, suando frio, então depois de posicionar a babá eletrônica na mesa da cozinha, eu a sento na bancada e me encaixo no meio de suas pernas.
Cecily
olha em silêncio
para o cômodo e em seguida, para mim.
Sei que ambos não podemos esquecer o que aconteceu nesse ambiente.
Um ato desesperado de desejo, paixão, que talvez tenha criado um vínculo eterno entre nós dois.
— O que teremos que fazer funcionar? — repito a pergunta.
— Ficarmos juntos.
— Tem medo de estar grávida?
— Sim, tenho, mas não é por isso que quero mais. É por você.
Nós dois. No entanto, vai ser uma confusão. Serei babá durante o dia e sua namorada durante a noite.
— Por que não namorada em tempo integral
?
— Nesse caso, teria que me mudar para meu apartamento outra vez. Precisaria de outra babá para Joseph. Não quero deixá-lo.
— Por que precisaria
deixá-lo?
Fale o que está pensando, Cecily
.
Está conversando por código. Isso não funciona comigo. Gosto de
tudo às claras.
Percebo quando engole em seco.
— Estou propondo um relacionamento secreto.
— O quê? Nunca me escondi. Não tenho satisfação a dar a qualquer um.
— Não se escondeu porque não precisou trazer mulher alguma para a sua casa, mas nunca as assumiu também. Comigo, só fará porque tenho que estar aqui. Não percebe que somos uma bagunça?
Eu a puxo para perto, segurando seu rosto.
— Sim, somos uma bagunça. Eu não gosto de bagunça, mas eu gosto de você.
— Deseja-me, quer dizer
.
— Com loucura. Agora mesmo quero puxar sua calcinha para o lado e fodê-la
duro, mas gosto de você também, mesmo que eu não
tenha te planejado.
— Dá para planejar esse tipo de coisa? Por favor
, me ensine.
— Para quê? Está comigo agora. Não precisa de outros planos para caras nem tão cedo. Talvez, nunca.
— Não fale essas coisas.
— O quê? É algo que temos que considerar
.
— Sou ansiosa. Prefiro não pensar na possibilidade de um bebê
até que ela se torne real.
— Duas semanas.
— O quê?
— Esse é o prazo em que você vai saber se está esperando meu filho.
— Não parece assustado.
— Sou um homem, não um garoto, Cecily
. Filhos não me
assustam. Crianças não se fazem sozinhas. Foi preciso minha participação ativa. Nunca fujo das minhas responsabilidades.
— Não estava insinuando que o faria, mas o que pensei é se quando fala em filho
e casamento, você entende que levará a mãe
de brinde. Não foi apaixonado por Sue. Não é por mim também porque mal nos conhecemos. Como pode sequer considerar ligar sua vida à minha para sempre?
— Eu acredito em destino. Se tiver que acontecer, estava escrito que seria assim. Nosso encontro foi no mínimo inusitado.
— Assim como aconteceu com sua primeira esposa.
Franzo a testa, pensando em algo que nunca me ocorreu.
O que diabos Sue estava fazendo perto do banco? Na ocasião, quando recuperou os sentidos, disse que comprara o carrinho de
bebê de segunda mão que carregava naquele dia, mas não há lojas ou brechós em volta. Apenas prédios comerciais.
Eu nunca pensei sobre isso antes. Talvez seja a conversa com Odin o que tenha ligado minha desconfiança.
— Não como aconteceu com Sue. Com ela, eu me senti protetor por estar grávida. Eu te quero por você mesma.
— Desejo — repete.
— Sim. O que há de errado nisso? Pode negar que sente também?
— Não estou negando.
— Não quero que vá embora daqui. Não quero outra babá da noite para o meu filho. V
amos negociar seus termos.
— Mantemos tudo em segredo até fazermos o teste de gravidez.
Pode ser que dê negativo e talvez, até lá, vejamos que tudo entre nós não passou de uma atração forte e poderemos voltar ao que éramos antes de ficarmos juntos.
Deveria me sentir aliviado
com a proposta. Cecily está me
oferecendo duas semanas de sexo sem compromisso e me dizendo que se não estiver grávida, serei livre outra vez.
Eu não me sinto aliviado e sim, puto.
— Por que é tão desapegada?
— O quê?
— Como pode ser assim? Não estou querendo bancar um babaca, mas sei que as mulheres, por via de regra, se envolvem mais e você é inexperiente,
Cecily
. Entretanto, age como o se que
acontece entre nós fosse algo que vive todos os dias.
Seu rosto se fecha e desce do balcão.
— Pare de querer fugir toda vez que é confrontada.
— Não estou fugindo, mas fiquei
chateada com o que disse.
Sabe que nunca vivi o que tivemos. Eu era virgem. Você é meu único. Meu primeiro tudo.
As palavras pesam entre nós. Sua força nos atingindo simultaneamente.
Ando até ela, a pego no colo e a encosto na parede.
— Fale outra vez.
— Você é meu único. Meu primeiro tudo.
Puxo sua calcinha para o lado e desço meu zíper, entrando inteiro em sua boceta.
— Não podemos fazer assim.
— Não vou gozar dentro, mas quero te sentir me molhando.
Repita que é minha.
— Meu único. Meu.
Fodo duro, sem pena.
— Se é minha, por que o desapego, então?
Ela segura meus ombros e começa a abrir minha camisa. Beija meu peito, me morde.
— Porque nunca tive nada. Nem sonhos ou esperança. Tenho medo de alimentá-los,
esvaziar-me neles até que não sobre nada de
mim.