Destinada ao Grego: a babá e o viúvo proibido

D. A. Lemoyne · Capítulo 35 de 71

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Destinada ao Grego: a babá e o viúvo proibido

Capítulo 32

Nunca fui apaixonado por ela, nos poucos meses em que estivemos juntos, mas eu lhe queria bem. Era uma boa esposa e mãe.

Calma e suave.

O oposto de Cecily

, minha tempestade.

— Então, com isso, acho que encerramos a reunião — o CEO

que contratei para comandar minha nova tv diz e eu aceno com a cabeça, totalmente alheio ao que foi dito e sabendo que terei que resolver a questão com Cecily para poder focar em minha vida profissional outra vez.

Joseph está na casa de Elina desde que voltei para a França.

Por mais que eu consiga sentir o quanto ela adora meu filho, eu

nunca corro riscos. Deixar uma estranha, tecnicamente falando, sozinha com ele, não é algo que me trará paz. Eu preciso de mais tempo ao lado dela para ter certeza de que é confiável.

 

Capítulo 32

Uma a uma, as pessoas vão saindo da sala de reuniões, restando somente a loira.

Eu a ignoro, esperando que entenda que está dispensada também, mas ela ainda assim não se move.

— Deseja alguma coisa, senhorita Moulin?

— pergunto, cruzando

as mãos em cima da mesa e finalmente lhe dando minha atenção.

— Como hoje será sua noite em Paris antes de voltar aos Estados Unidos, pensei se não gostaria de relaxar tomando um drinque mais tarde.

Recosto-me na cadeira, inventariando-a sem pressa, dos pés à cabeça.

No passado, seria o tipo de encerramento ideal para uma semana lotada de trabalho. Uma foda sem compromisso com uma parceira disposta.

A mulher tem um corpo agradável e um rosto bonito, mas mesmo sabendo que preciso apenas de uma palavra para tê-la nua em cima da minha mesa em questão de segundos, não fico sequer tentado.

— Divirta-se em meu lugar

. Tenho que acordar cedo amanhã.

Ela custa a se mover, como se não acreditasse que recusei a oferta.

Volto a focar no notebook, ignorando-a ostensivamente até que a vejo sair

.

Eu me levanto e tranco a porta. Confiro as horas no relógio.

Nove e trinta e seis da manhã, horário local.

Três e trinta e seis

da madrugada em Nova Iorque.

A essa altura, ela está dormindo e pensar em pegá-la desarmada me excita.

Ainda temos um acordo sobre falar sem tocar e eu preciso ouvir sua voz agora.

O celular chama algumas vezes antes que atenda, sonolenta.

— Dionysus?

Satisfação se espalha pelo meu peito com a certeza de que colocou um toque só para mim. Acho que atendeu no modo automático e só sabe que sou eu pelo som mesmo.

— Estava sonhando comigo, ruiva?

— Ainda estou sonhando?

Sorrio.

— É a desculpa que vai se dar depois?

— Chegou de Paris? Está em Nova Iorque?

— Não, ainda estou aqui, mas queria te ouvir ao acordar

.

Ela ri.

— Não podia ter esperado algumas horas?

— Não. Eu desconheço essa palavra, principalmente quando se

trata de você.

— E se eu ficasse chateada ao me acordar?

— Não acredito nisso. Queria ouvir minha voz também.

— Arrogante.

— Esse sou eu, Cecily

. Sentiu minha falta?

— Nem um pouco, embora ache que viaja

demais. Praticamente

saiu correndo da festa de casamento. É o melhor chefe do mundo.

Quase não te vejo.

— Queria que eu ficasse?

Sabe o que aconteceria se eu tivesse

voltado para casa naquele dia?

— Nada. Não aconteceria nada.

— Eu te faria

gozar. Respeitaria nosso trato de não tocar, mas te faria gozar somente dizendo o que quero de você. Com você.

— Com todo o respeito, é muito convencido, senhor

.

— Mesmo? Então pode negar que nesse exato instante, os biquinhos

dos seus peitos estão duros? Será capaz de dizer que se eu estivesse aí e pedisse para abrir as coxas para mim, não veria sua bocetinha intocada brilhando de tesão?

— Não veria, eu não ia deixar

.

— É o que quer, Cecily

.

— Nunca fiquei nua para um homem.

Cacete!

— Ficará para mim.

— Isso é algum jogo?

— Quer que seja?

— Estou tremendo. Parece um sonho.

— Tremendo de tesão, gostosa?

— Só de ouvir sua voz e as coisas sujas que está me dizendo.

— Eu vou te fazer gozar. Estou obcecado em te ouvir gemendo meu nome enquanto goza, mas telefone não é a minha. Eu quero ver seu rosto lindo enquanto se dá prazer

.

— Dionysus…

— Estou louco para te provar, Cecily . Quero enterrar o rosto no

centro das suas coxas e só parar quando me lambuzar todo com seu mel.

— Você vai acabar me matando. É muito tentador

, mas…

— Mas o quê?

— Não quero perder o emprego.

— Eu quero você.

— Já deixou isso claro, mas não posso me arriscar

. Tenha um

bom retorno para casa.

E em seguida, ela desliga na minha cara.

Levanto-me e sigo direto para a porta. Eu ia embora amanhã pela manhã, mas acabo de mudar meus planos.

Enquanto entro no elevador, penso em ligar

para ela novamente,

mas decido que não.

Cecily

quer minha palavra de que não será demitida

depois que

fodermos e com qualquer outra mulher, eu riria ao ser colocado contra a parede porque nunca reajo bem quando contrariado, mas a

garota me tem na palma da mão no momento. Pelo menos, enquanto eu não saciar a fome que sinto por ela.

 

Penso em todas as possibilidades.

Um caso secreto com a babá do meu filho

e quando chegar ao

fim, cada um seguindo seu caminho civilizadamente.

Não, é preciso um prazo, um período no qual possamos desfrutar do corpo um do outro, mas com um fim predeterminado.

Ligo para o meu piloto e mando que prepare o avião.

Essa febre vai passar. Eu só preciso estar nela, dentro dela e então, poderei seguir em frente na minha caminhada solo.

O voo atrasou porque o aeroporto ficou interditado por algumas horas devido a um pouso de emergência, mas finalm ente estou

aqui.

Já é noite, mas eu sei onde encontrá-la:

no mesmo lugar onde a

observo desde que descobri que Cecily nada de madrugada na piscina aquecida.

Sim, sou a porra de um voyeur, espreitando em segredo minha sereia.

Enquanto caminho para o lugar, livro-me

do blazer do terno e da

gravata, jogando-os displicentemente pelo chão.

Tento me convencer de que esse arranjo que planejei vai dar

certo. Eu só preciso tê-la umas poucas vezes para me ver livre do

feitiço, porque qualquer envolvimento com ela seria estupidez.

Eu não quero nada a sério com uma mulher e depois de quase um ano, foi a primeira babá com quem meu filho conseguiu se

adaptar realmente. Se fosse me deixar levar pela razão, eu nem começaria nada com ela, mas não há qualquer coisa de racional no

desejo que a mulher me desperta.

Ela já deixou mais do que claro que o tesão é recíproco, mas sua força de vontade em resistir é muito maior do que a minha.

A teimosia em se render só faz com que meu sangue grego aqueça. O caçador em mim vindo à tona.

Ao contrário das outras noites, dessa vez estou aqui. Não através da tela do meu celular

, vendo-a pela câmera, mas a poucos passos de fazer o que desejo, desde quando conversamos no hospital.

Eu não estou só testando nossos limites

quando vou para o lado

de fora sabendo que Cecily

está na piscina,

estou mandando para o

inferno todas as minhas regras, já que nunca trouxe outra mulher com quem tive um envolvim

ento sexual, além da minha esposa,

para dentro de casa.

Convenço-me de que tenho o controle da situação. Sou experiente. Não há nada sobre sexo que eu não saiba ou já tenha feito.

O desejo por Cecily

só é tão intenso assim por ela representar

um desafio.

Estou começando a acreditar nisso, sentindo-me confortável com

minha decisão, quando a vejo.

Ela não está nadando, está saindo da piscina.

Eu disse que tinha controle sobre meu desejo por ela?

Não, eu não tenho controle algum diante dessa mulher.

Principalmente agora, quando a encontro completamente nua.