Boitempo: Esquecer para Lembrar

Carlos Drummond de Andrade · Apêndice

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Boitempo: Esquecer para Lembrar

Créditos

Carlos Drummond de Andrade © Graña Drummond

www.carlosdrummond.com.br

 

Grafia atualizada segundo o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990, que entrou em vigor no Brasil em 2009.

CAPA E PROJETO GRÁFICO

Raul Loureiro

sobre detalhe de Paisagem de Tiradentes, de Carlos Bracher, óleo sobre tela, 60 ∑ 81 cm, 1963. Coleção particular. Reprodução de Julio Hübner.

ESTABELECIMENTO DE TEXTO

Antonio Carlos Secchin

PREPARAÇÃO

Silvia Massimini Felix

REVISÃO

Angela das Neves

Huendel Viana

 

ISBN 978-85-438-0956-4

 

Todos os direitos desta edição reservados à

EDITORA SCHWARCZ S.A.

Rua Bandeira Paulista, 702, cj. 32

04532-002 — São Paulo — SP

Telefone: (11) 3707-3500

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70 historinhas

 

de Andrade, Carlos Drummond

9788543806945

224 páginas

 

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A delicadeza, o humor, a observação sobre a vida

 

cotidiana: tudo (e mais um pouco) neste luminoso

 

conjunto de textos em prosa de Carlos Drummond de

 

Andrade.

 

Lançado em 1978, 70 historinhas reúne a prosa já

 

publicada por Drummond em outros livros. São

 

crônicas e contos - ou "cronicontos" - em que a

 

observação caminha junto com a fabulação, o humor

 

roça cotovelos com o lirismo e a crítica aparece

 

arejada pelo deboche. Treze das histórias deste livro

 

têm crianças e adolescentes como personagens, sem que o autor se preste a infantilizá-las, pela paródia da

 

linguagem ou pelo primarismo das ações. Pelo

 

contrário, elas enfrentam, contestam e vencem, muitas

 

vezes, os detentores da autoridade, com a inteligência

 

e a argúcia a que recorrem para desafiar-lhes o poder.

 

Mais um lance de gênio de um dos mais importantes

 

autores brasileiros de todos os tempos.

 

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Claro enigma

 

Drummond de Andrade, Carlos

9788580861839

144 páginas

 

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Publicado em 1951, Claro enigma representa um

 

momento especial na obra de Drummond. Com uma

 

dicção mais clássica, o poeta revisita formas que

 

haviam sido abandonadas pelo Modernismo (como o

 

soneto, modalidade que fora motivo de chacota entre

 

as novas gerações literárias), afirma seu amor pela

 

poesia de Dante e Camões e busca uma forma mais

 

difícil, mas sem jamais abandonar o lirismo e a

 

agudeza de sua melhor poesia.

 

O livro abre com a epígrafe do francês Paul Valéry,

 

“Les evenements m'ennuient” (Os acontecimentos me

 

entediam). Embora eloquente, a citação não corresponde perfeitamente à realidade, pois

 

Drummond não vira completamente as costas para a

 

vida mais pulsante. Pelo contrário: a experiência

 

aparece em cada verso do livro, ainda que

 

escamoteada por uma lírica que não se entrega ao fácil

 

graças a uma visão algo desiludida do tempo e dos

 

homens.

 

Mas há, claro, espaço para o lirismo do amor, como no

 

célebre poema “Amar”, que começa com os versos:

 

“Que pode uma criatura senão, / entre criaturas,

 

amar?”. A lira romântica de Drummond está bem

 

afinada neste livro, como pode ser comprovado pela

 

leitura de poemas como “Rapto” e “Tarde de maio”. A

 

mineiridade também é lembrada no livro, em poemas

 

vazados pela nostalgia ou que recontam episódios

 

antigos da terra natal do autor.

 

Claro enigma também conta com “A máquina do

 

mundo” - eleito o melhor poema brasileiro do século

 

XX por um grupo de críticos e especialistas

 

consultados pelo jornal Folha de S.Paulo. Escrito em

 

tercetos, é simultaneamente uma meditação profunda e uma espécie de épica íntima sobre a passagem do

 

tempo e o conhecimento da vida como acontecimento

 

breve e muitas vezes fortuito. Um clássico.

 

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Mais de uma luz

 

Oz, Amós

9788543809991

96 páginas

 

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Em tempos conflituosos, nada mais urgente que a

 

profundidade e a lucidez destes três novos ensaios de

 

Amós Oz.

 

Com Mais de uma luz, o grande romancista Amós Oz

 

se confirma também como um dos mais poderosos

 

ensaístas da atualidade. O livro reúne três ensaios: no

 

primeiro, Oz argumenta em defesa do debate e da

 

diferença, retomando um dos temas que lhe são mais

 

caros — a compreensão do que é fanatismo. Afinal,

 

um fanático nunca entra num debate: se ele considera

 

que algo é ruim, seu dever é liquidar imediatamente aquela abominação.

 

No segundo ensaio, Oz tece uma belíssima reflexão

 

sobre o judaísmo como eterno jogo de interpretação,

 

reinterpretação, contrainterpretação. A fé nada teria a

 

ver com a ideia de verdades eternas ou absolutas; o

 

judaísmo, para Oz, é justamente a cultura do

 

questionamento — e do debate.

 

O texto final discute a candente questão da

 

convivência em uma das regiões mais disputadas do

 

mundo. Oz propõe um diálogo com a esquerda

 

pacifista, sugerindo que se abandone o sonho de um

 

estado binacional como solução para os conflitos entre

 

Israel e Palestina — a saída, para ele, estaria na

 

existência de dois estados nacionais diferentes.

 

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O instante certo

 

Harazim, Dorrit

9788543806242

384 páginas

 

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Com olhar arguto e sensível, a jornalista Dorrit

 

Harazim fala de algumas das mais importantes

 

fotografias da história.

 

Há cliques que alteraram o rumo da história e os

 

costumes da sociedade. Neste O instante certo, a

 

premiada jornalista Dorrit Harazim conta as histórias

 

de alguns dos mais célebres fotogramas já tirados.

 

Assim, registros da Guerra Civil Americana servem de

 

base para analisar os avanços tecnológicos da

 

fotografia; uma foto na cidade de Selma conta a

 

história do movimento pelos direitos civis; e uma

 

mudança na lei trabalhista brasileira tem como fruto um dos mais profícuos retratistas do país.

 

Em seu primeiro livro, Harazin nos guia não apenas

 

através das imagens, mas de um universo de histórias

 

interligadas, acasos e aqueles breves momentos de

 

genialidade que só a fotografia pode captar.

 

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Lima Barreto

 

Schwarcz, Lilia Moritz

9788543809892

704 páginas

 

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Em monumental biografia de Lima Barreto, Lilia

 

Moritz Schwarcz investiga as origens, a trajetória e o

 

destino do escritor carioca sob a ótica racial no Rio de

 

Janeiro da Primeira República.

 

Durante mais de dez anos, Lilia Moritz Schwarcz

 

mergulhou na obra de Afonso Henriques de Lima

 

Barreto, com seu afiado olhar de antropóloga e

 

historiadora, para realizar um perfil biográfico que

 

abrangesse o corpo, a alma e os livros do escritor de

 

Todos os Santos. Esta, que é a mais completa

 

biografia de Lima Barreto desde o trabalho pioneiro de Francisco de Assis Barbosa, lançado em 1952,

 

resulta da apaixonada intimidade de Schwarcz com o

 

criador de Policarpo Quaresma — e de um olhar

 

aguçado que busca compreender a trajetória do

 

biografado a partir da questão racial, ainda pouco

 

discutida nos trabalhos sobre sua vida. Abarcando a

 

íntegra dos livros e publicações na imprensa, além dos

 

diários e de outros papéis pessoais de Lima Barreto,

 

muitos deles inéditos, a autora equilibra o rigor

 

interpretativo demonstrado em Brasil: Uma biografia

 

e As barbas do imperador com uma rara sensibilidade

 

para as sutilezas que temperam as relações entre

 

contexto biográfico e criação literária.

 

Escritor militante, como ele mesmo se definia, Lima

 

Barreto professou ideias políticas e sociais à frente de

 

seu tempo, com críticas contundentes ao racismo (que

 

sentiu na própria pele) e outras mazelas crônicas da

 

sociedade brasileira. Generosamente ilustrado com

 

fotografias, manuscritos e outros documentos

 

originais, Lima Barreto: Triste visionário presta um

 

tributo essencial a um dos maiores prosadores da língua portuguesa de todos os tempos, ainda moderno

 

quase um século depois de seu triste fim na pobreza,

 

na doença e no esquecimento.

 

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