Condutas Práticas em Infertilidade e Reprodução Assistida: Homem
6: Hipogonadismo e Infertilidade Masculina: Manejo Prático
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Hipogonadismo e Infertilidade
Masculina: Manejo Prático
Patrícia Sales
Bruno Halpern
Introdução
As endocrinopatias são causa de aproximadamente 9,6% dos casos de
infertilidade masculina isolada. Destas, a mais comum é o hipogonadismo
masculino.
O hipogonadismo masculino é definido pela incapacidade do eixo
hipotálamo-hipófise-testículo (HHT) em permitir uma adequada secreção
de testosterona e/ou uma adequada produção de espermatozoides pelo
testículo do paciente. A concentração adequada de testosterona
intratesticular é um fator imprescindível para permitir a adequada
espermatogênese, de forma que tanto uma queda na função das células de
Leydig, responsáveis pela produção da testosterona dentro do testículo,
quanto uma queda na função das células de Sertoli, diretamente
responsáveis pela espermatogênese, podem comprometer a fertilidade
masculina.
Entendendo o Eixo Hipotálamo-hipófise-
testículo (HHT)
Para entender um pouco mais sobre a relação entre o hipogonadismo
masculino e a infertilidade, faz-se necessário compreender o eixo HHT,
conforme ilustrado na Figura 6.1.
FIGURA 6.1 O eixo hipotálamo-hipófise-testículo.
O hipotálamo secreta o hormônio GnRH (do inglês, gonadotropin
releasing hormone) de maneira pulsátil, estimulando os gonadotrofos hipofisários produzirem os hormônios LH (hormônio luteinizante) e FSH