Condutas Práticas em Infertilidade e Reprodução Assistida: Homem

Irradiação

Classificação de risco Tipo de tratamento

Risco desconhecido Oxaliplatina

(Efeito na produção espermática em homens) Irinotecano

Anticorpos monoclonais

(Trastuzumabe,

Bevacizumabe, Cetuximabe)

Inibidores de tirosina-quinase

(Erlotinibe, Imatinibe)

Taxanos

Adaptado de Lee, SJ et al. (2006), Lambertini, M et al. (2016).

 

Irradiação

 

O epitélio germinativo testicular é particularmente sensível à radiação.

Danos à espermatogênese podem ocorrer como consequência à irradiação

testicular, mas também com a irradiação de corpo total, do abdome, da

região inguinofemoral, da pelve e da bexiga. O aumento da intensidade do

tratamento está associado a aumento do risco de hipoandrogenismo

primário. Alterações na espermatogênese podem ocorrer com doses de

irradiação testicular tão baixas quanto 0,1 Gy, e a recuperação da

espermatogênese é improvável com doses superiores a 4-6 Gy.

O status puberal é fator de risco para a toxicidade gonadal induzida pela

irradiação. A irradiação testicular com dose de 24 Gy é suficiente para

causar hipoandrogenismo primário em pacientes tratados antes da

puberdade, ao passo que doses >30 Gy são geralmente necessárias para tal

quando o tratamento é feito após a puberdade.

Um segundo mecanismo de infertilidade relacionada com a radioterapia

ocorre com a irradiação de crânio com doses superiores a 30 Gy, devido a

alteração do eixo hipotálamo-hipofisário e hipoandrogenismo secundário.

 

Tratamento Cirúrgico

 

O tratamento cirúrgico das neoplasias testiculares com orquiectomia pode

resultar em hipoandrogenismo primário. Entretanto, homens submetidos à

orquiectomia unilateral e não expostos a terapias gonadotóxicas adicionais

usualmente mantêm produção adequada de testosterona.