Condutas Práticas em Infertilidade e Reprodução Assistida: Homem

Alterações na Qualidade Seminal

necessários para a inervação sensitiva e motora do pênis e para a atividade

dos músculos do assoalho pélvico, sobretudo o músculo bulboesponjoso, os

quais estão envolvidos na propulsão do sêmen. Uma lesão cranial a T10

poupa os arcos reflexos necessários para a ejaculação. Lesões abaixo de

T10 variam em seu efeito sobre a função ejaculatória, dependendo de sua

extensão e localização.

Os métodos mais comuns de recuperação de sêmen em homens com

LMT são: vibroestimulacão peniana (VP), eletroejaculação (EEJ) e

captação cirúrgica de espermatozoides, o quais serão discutidos

adiante.

 

Alterações na Qualidade Seminal

 

Apenas cerca de 7,5% dos pacientes com LMT apresentam análise seminal

normal de acordo com os critérios da OMS. Cerca de 10% desses

indivíduos são azoospérmicos. Assim, a grande maioria possui qualidade

seminal alterada por razões que ainda não são totalmente compreendidas, e

isso contribui para a infertilidade em homens com LMT.

Tais pacientes possuem um perfil seminal típico caracterizado por

concentração normal de espermatozoides, porém com motilidade e

vitalidade anormalmente baixas. Esse perfil é raro na população geral

com fator masculino de infertilidade conjugal, e pesquisas estão sendo

realizadas para tentar descobrir a real origem dessa anormalidade. Fatores

ambientais, como hipertermia escrotal pelo uso constante de cadeira de

rodas, ejaculação infrequente e problemas associados ao controle da bexiga

têm sido propostos como desencadeadores desse processo patológico, no

entanto ainda não há comprovada associação entre esses fatores de estilo de

vida e a qualidade do sémen até a presente data. Acredita-se que tais

alterações sejam resultantes da disfunção das glândulas acessórias (próstata

e vesículas seminais) ou mesmo da presença de fatores inflamatórios no

plasma seminal. Outro fator com potencial impacto na qualidade seminal é

o adequado controle do manejo vesical e das infecções do trato urinário.

Um estudo demonstrou que pacientes com LMT que usaram cateterismo

intermitente tiveram motilidade superior (27%), quando comparados com aqueles que utilizavam sonda vesical de demora (5%), mesmo naqueles que