Condutas Práticas em Infertilidade e Reprodução Assistida: Homem
Quando Realizar Vasoepididimoanastomose
FIGURA 10.8 Aspecto final da anastomose.
Quando Realizar Vasoepididimoanastomose
No momento da incisão do coto testicular do deferente, é necessária coleta
de uma alíquota do líquido que é eliminado para análise microscópica. A
presença de espermatozoides com cauda indica patência do epidídimo e
convoluto, o que autoriza o cirurgião a realizar a vasovasoanastomose. A
presença do granuloma no coto, como já dito, tem uma baixa chance de
obstrução dos deferentes, e a ordenha do epidídimo geralmente mostra um
líquido com presença de espermatozoides, permitindo a
vasovasoanastomose. No entanto, se mesmo com ordenha e lavagem do
coto distal não ocorrer saída de qualquer líquido do coto distal, é necessária
a realização da vasoepididimoanastomose.
A aparência do fluido eliminado no momento da incisão do coto distal do
vaso deferente tem valor preditivo dos achados microscópicos quanto a
presença ou ausência de espermatozoides, como mostra a Tabela 10.3, e
indica a conduta a ser tomada.