Marilia de Dirceo

Tomás António Gonzaga · Capítulo 80 de 90

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Marilia de Dirceo

Soneto VI.

 

Ergue-te, ó Pedra, e desde a margem fria, Que os muros banha a Lusitana Athenas, Mostra-me as desmaiadas assucenas

Do rosto que me occupa a fantasia.

Deixa [~q] eu beije a mão, [~q] pôde hum dia

Ceder de amor ás lastimosas scenas;

Q'entre as ancias, a dôr, a mágoa, as penas Renove a saudosa idolatria.

Solto do véo mortal, oh Feliz Astro,

Une ao cadaver a truncada testa,

Levanta o bello cólo de alabastro:

Huma alma grande junto a ti protesta

Fazer a gloria da defunta Castro;

A illustre Neta vez: Maria he esta.

Á Illustrissima e Excellentissima Senhora Condessa de

Cavalleiros, D. Maria José de Eça e Bourbon.