Marilia de Dirceo

Tomás António Gonzaga · Capítulo 85 de 90

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Marilia de Dirceo

Soneto XI.

 

 

A Deos cabana, a Deos; a Deos, ó gado, Albina ingrata, a Deos, em paz te deixo:

A Deos doce rabil, neste alto freixo

Te fica ao meu destino consagrado.

Se te for meu successo perguntado,

Não declares rabil de quem me queixo;

Não quero que se saiba vive Aleixo

Por causa de huma infame desterrado.

Se vires a Pastor desconhecido,

Lhe dize então piedoso: Ah! vaite embora, Atalha os damnos, que outros tem sentido.

Habita nesta Aldêa huma Pastora

De rosto bello, coração fingido,

Humas vezes cruel, e as mais traidora.