Fundamentos de Física, Volume 1: Mecânica
Revisão e Resumo
Também podemos obter essa resposta calculando a energia cinética do disco a partir do trabalho realizado sobre o disco.
Cálculos: Primeiro, relacionamos a variação da energia cinética do disco ao trabalho total W realizado sobre o disco, utilizando o
teorema do trabalho e energia cinética (K – K = W). Substituindo K f if
por K e K por 0, obtemos i
Em seguida, precisamos calcular o trabalho W. Podemos relacionar
W aos torques que atuam sobre o disco usando a Eq. 10-53 ou a Eq.
10-54. O único torque que produz aceleração angular e realiza trabalho é o torque que a corda exerce sobre o disco, que é igual a −TR. Como α é constante, o torque também é constante. Assim,
podemos usar a Eq. 10-54 para escrever
Como α é constante, podemos usar a Eq. 10-13 para calcular θ − θ . f i
Com ω = 0, temos: i
Podemos substituir esse valor na Eq. 10-61 e substituir o resultado
na Eq. 10-60. Com T = 6,0 N e α = −24 rad/s2, temos:
Revisão e Resumo
Posição Angular Para descrever a rotação de um corpo rígido em torno de um eixo fixo, chamado eixo de rotação, supomos que uma reta de referência está fixa no corpo, perpendicular ao eixo e girando com o corpo. Medimos a posição angular θ da reta em relação a uma direção fixa. Se θ for medido em radianos,
em que s é o comprimento de um arco de circunferência de raio r e ângulo θ. A relação entre um ângulo em revoluções, um ângulo em graus e um ângulo em radianos é a seguinte:
Deslocamento Angular Um corpo que gira em torno de um eixo de rotação,
mudando de posição angular de θ para θ , sofre um deslocamento angular 1 2
em que ∆θ é positivo para rotações no sentido anti-horário e negativo para rotações no sentido horário.
Velocidade Angular Se um corpo sofre um deslocamento angular ∆θ em um
intervalo de tempo ∆t, a velocidade angular média do corpo, ω , é méd
A velocidade angular (instantânea) ω do corpo é
Tanto ω como ω são vetores, cuja orientação é dada pela regra da mão méd
direita da Fig. 10-6. O módulo da velocidade angular do corpo é a velocidade angular escalar.
Aceleração Angular Se a velocidade angular de um corpo varia de ω para ω 12
em um intervalo de tempo Δt = t − t , a aceleração angular média α do 2 1 méd
corpo é
A aceleração angular (instantânea) α do corpo é
Tanto α como α são vetores. méd
Equações Cinemáticas para Aceleração Angular Constante O movimento com aceleração angular constante (α = constante) é um caso especial importante de movimento de rotação. As equações cinemáticas apropriadas,
que aparecem na Tabela 10-1, são
Relações entre as Variáveis Lineares e Angulares Um ponto de um corpo rígido em rotação, a uma distância perpendicular r do eixo de rotação, descreve uma circunferência de raio r. Se o corpo gira de um ângulo θ, o ponto descreve um arco de circunferência de comprimento s dado por
em que θ está em radianos.
A velocidade linear do ponto é tangente à circunferência; a velocidade
linear escalar v do ponto é dada por
em que ω é a velocidade angular escalar do corpo em radianos por segundo.
A aceleração linear do ponto tem uma componente tangencial e uma
componente radial. A componente tangencial é
em que α é o módulo da aceleração angular do corpo em radianos por segundo ao quadrado. A componente radial de é
No caso do movimento circular uniforme, o período T do movimento do ponto e do corpo é
Energia Cinética de Rotação e Momento de Inércia A energia cinética K de um corpo rígido em rotação em torno de um eixo fixo é dada por
em que I é o momento de inércia do corpo, definido por
para um sistema de partículas discretas e por
para um corpo com uma distribuição contínua de massa. Nessas expressões, r e i r representam a distância perpendicular do eixo de rotação a cada partícula e a cada elemento de massa, respectivamente, e o somatório e a integração se estendem a todo o corpo, de modo a incluir todas as partículas e todos os elementos de massa.
Teorema dos Eixos Paralelos O teorema dos eixos paralelos relaciona o momento de inércia I de um corpo em relação a qualquer eixo ao momento de inércia do mesmo corpo em relação a um eixo paralelo ao primeiro passando pelo centro de massa:
Aqui, h é a distância perpendicular entre os dois eixos, e I é o momento de CM
inércia do corpo em relação ao eixo que passa pelo centro de massa. Podemos definir h como o deslocamento do eixo de rotação em relação ao eixo de rotação que passa pelo centro de massa.
Torque Torque é uma ação de girar ou de torcer um corpo em torno de um eixo de rotação, produzida por uma força . Se é exercida em um ponto dado pelo vetor posição em relação ao eixo, o módulo do torque é
em que F é a componente de perpendicular a , e ϕ é o ângulo entre e . A t
grandeza r é a distância perpendicular entre o eixo de rotação e a reta que ⊥
coincide com o vetor . Essa reta é chamada de linha de ação de , e r é ⊥ chamada de braço de alavanca de . Da mesma forma, r é o braço de alavanca
de F . t
A unidade de torque do SI é o newton-metro (N·m). O torque τ é positivo, se
tende a fazer um corpo inicialmente em repouso girar no sentido anti-horário, e negativo, se tende a fazer o corpo girar no sentido horário.
Segunda Lei de Newton para Rotações A segunda lei de Newton para rotações é
em que τ é o torque resultante que age sobre a partícula ou corpo rígido, I é o res
momento de inércia da partícula ou do corpo em relação ao eixo de rotação, e α é a aceleração angular do movimento de rotação em torno do eixo.
Trabalho e Energia Cinética de Rotação As equações usadas para calcular trabalho e potência para movimentos de rotação são análogas às usadas para movimentos de translação:
Se τ for constante, a Eq. 10-53 se reduz a