Fundamentos de Física, Volume 1: Mecânica
Velocidade Média e Velocidade Instantânea
• O limite de quando Δt tende a zero é a velocidade instantânea (ou, simplesmente, velocidade) : méd
que, na notação dos vetores unitários, assume a forma
= + + , x y z
em que ν = dx/dt, ν = dy/dt e ν = dz/dt. x y z
• A orientação da velocidade instantânea de uma partícula é sempre a mesma da tangente à trajetória na posição em que a partícula se encontra no momento.
Velocidade Média e Velocidade Instantânea
Se uma partícula se move de um ponto para outro, podemos estar interessados
em saber com que rapidez a partícula está se movendo. Como no Capítulo 2, podemos definir duas grandezas que expressam a “rapidez” de um movimento: velocidade média e velocidade instantânea. No caso de um movimento bidimensional ou tridimensional, porém, devemos considerar essas grandezas como vetores e usar a notação vetorial.
Se uma partícula sofre um deslocamento ∆ em um intervalo de tempo Δt, a
velocidade média é dada por méd
Essa equação nos diz que a orientação de (o vetor do lado esquerdo da Eq. méd
4-8) é igual à do deslocamento ∆ (o vetor do lado direito). Usando a Eq. 4-4,
podemos escrever a Eq. 4-8 em termos das componentes vetoriais:
Assim, por exemplo, se uma partícula sofre um deslocamento de (12 m) + (3,0 m) em 2,0 s, a velocidade média durante o movimento é
Nesse caso, portanto, a velocidade média (uma grandeza vetorial) tem uma
componente de 6,0 m/s em relação ao eixo x e uma componente de 1,5 m/s em relação ao eixo z.
Quando falamos da velocidade de uma partícula, em geral estamos nos
referindo à velocidade instantânea em um dado instante. Essa velocidade é
o valor para o qual tende a velocidade quando o intervalo de tempo Δt méd
tende a zero. Usando a linguagem do cálculo, podemos escrever como a derivada
A Fig. 4-3 mostra a trajetória de uma partícula que se move no plano xy.
Quando a partícula se desloca para a direita ao longo da curva, o vetor posição
gira para a direita. Durante o intervalo de tempo Δt, o vetor posição muda de 1
para e o deslocamento da partícula é ∆ . 2
Para determinar a velocidade instantânea da partícula no instante t (instante 1
em que a partícula está na posição 1), reduzimos o intervalo de tempo Δt nas
vizinhanças de t , fazendo-o tender a zero. Com isso, três coisas acontecem: (1) 1
O vetor posição da Fig. 4-3 se aproxima de , fazendo ∆ tender a zero. (2) 2 1
A direção de ∆ /∆ (e, portanto, de ) se aproxima da direção da reta méd
tangente à trajetória da partícula na posição 1. (3) A velocidade média se méd
aproxima da velocidade instantânea no instante t . 1
Figura 4-3 O deslocamento Δ de uma partícula durante um intervalo de tempo Δt, da posição 1, com
vetor posição no instante t , até a posição 2, com vetor posição no instante t . A figura mostra 1 1 2 2 também a tangente à trajetória da partícula na posição 1.
No limite Δt → 0, temos → e, o que é mais importante neste contexto méd
, assume a direção da reta tangente. Assim, também assume essa direção:
A direção da velocidade instantânea de uma partícula é sempre
tangente à trajetória da partícula na posição da partícula.
O resultado é o mesmo em três dimensões: é sempre tangente à trajetória da partícula.
Para escrever a Eq. 4-10 na forma de vetores unitários, usamos a expressão
para dada pela Eq. 4-1:
Essa equação pode ser simplificada se a escrevermos como em que as componentes escalares de são
Assim, por exemplo, dx/dt é a componente escalar de em relação ao eixo x.
Isso significa que podemos encontrar as componentes escalares de derivando as componentes de .
A Fig. 4-4 mostra o vetor velocidade e as componentes escalares x e y.
Note que é tangente à trajetória da partícula na posição da partícula. Atenção:
Um vetor posição, como os que aparecem nas Figs. 4-1 a 4-3, é uma seta que se estende de um ponto (“aqui”) a outro (“lá”). Entretanto, um vetor velocidade,
como o da Fig. 4-4, não se estende de um ponto a outro. No caso do vetor velocidade, a orientação do vetor mostra a direção instantânea do movimento de uma partícula localizada na origem do vetor, e o comprimento, que representa o módulo da velocidade, pode ser desenhado em qualquer escala.
Figura 4-4 A velocidade de uma partícula e as componentes escalares de .
Teste 1
A figura mostra uma trajetória circular descrita por uma partícula. Se a velocidade da partícula em um dado instante é = (2 m/s) − (2
m/s) , em qual dos quadrantes a partícula está se movendo nesse instante se o movimento é (a) no sentido horário e (b) no sentido anti-horário? Desenhe na figura para os dois casos.
Exemplo 4.02 Velocidade bidimensional:
um coelho correndo
Determine a velocidade no instante t = 15 s do coelho do exemplo anterior.
IDEIA-CHAVE
Podemos determinar calculando as derivadas das componentes do vetor posição do coelho.
Cálculos: Aplicando à Eq. 4-5 a parte da Eq. 4-12 correspondente a
v , descobrimos que a componente x de é x
Em t = 15 s, isso nos dá v = –2,1 m/s. Da mesma forma, aplicando à x
Eq. 4-6 a parte da Eq. 4-12 correspondente a v , descobrimos que a y componente y é
Em t = 15 s, isso nos dá v = –2,5 m/s. Assim, de acordo com a Eq. 4-y
11,
que está desenhada na Fig. 4-5, tangente à trajetória do coelho e na direção em que o animal está se movendo em t = 15 s.
Para obter o módulo e o ângulo de , podemos usar uma
calculadora ou escrever, de acordo com a Eq. 3-6,
Verificação: O ângulo é –130° ou –130° + 180° = 50°?