Grande Magia: Vida Criativa Sem Medo
Alto risco × baixo risco
Claro, é preciso dizer que existem lugares sombrios e terríveis no mundo onde a criatividade das pessoas não pode simplesmente brotar de um senso lúdico e onde a expressão pessoal tem repercussões enormes e muito sérias.
Se você é um jornalista dissidente sofrendo na cadeia na Nigéria, um cineasta radical em prisão domiciliar no Irã, uma jovem poeta oprimida lutando para ser ouvida no Afeganistão ou praticamente qualquer pessoa na Coreia do Norte, sua expressão criativa de fato traz consigo riscos extremos de vida ou morte. Há indivíduos que, com coragem e obstinação, continuam produzindo arte apesar de viverem sob terríveis regimes totalitários. Esses indivíduos são heróis, e deveríamos todos tirar o chapéu para eles.
Mas sejamos honestos: esse não é o caso da maioria de nós.
No mundo seguro em que eu e ( muito provavelmente) você vivemos, os riscos da expressão criativa são baixos. Quase cômicos de tão baixos. Por exemplo, se uma editora não gostar do meu livro, pode ser que não o publique. Ficarei triste, sem dúvida, mas sei que ninguém virá à minha casa tentar me matar por conta disso. Da mesma forma, ninguém nunca morreu por conta de uma crítica negativa no New York Times. As calotas polares não derreterão com maior ou menor velocidade porque não consegui encontrar um m
convincente para meu romance.
Talvez nem sempre seja bem-sucedida em minha criatividade, mas o mundo não vai acabar por causa disso. Talvez não possa sempre me sustentar com a escrita, mas isso também não será o m do mundo, pois há muitas outras maneiras de me sustentar, muitas delas mais fáceis do que escrever livros. E embora seja verdade que as críticas e os fracassos ferem meu precioso ego, o destino das nações não depende do meu precioso ego. (Graças a Deus!) Então vamos tentar aceitar esta realidade: é muito provável que nunca haja em sua vida ou na minha nada que possa ser de nido como “uma emergência artística”.
Sendo assim, por que não fazer arte?
OceanofPDF.com