Grande Magia: Vida Criativa Sem Medo
Persistência
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Fazendo votos
Quando tinha em torno de dezesseis anos, z votos para me tornar escritora.
Quer dizer, z votos literalmente — como uma jovem de natureza totalmente diferente da minha poderia fazer para se tornar freira. Claro, precisei inventar a própria cerimônia, já que não existe nenhum sacramento o cial para uma adolescente que quer virar escritora, mas usei minha imaginação e minha paixão e dei um jeito. Certa noite, me recolhi em meu quarto e desliguei todas as luzes. Acendi uma vela, me pus de joelhos e jurei ser
el à escrita pelo resto da vida.
Meus votos foram estranhamente especí cos e, em minha opinião, bastante realistas. Não prometi que seria uma escritora bem-sucedida, pois sentia que o sucesso não estava sob meu controle. Também não prometi que seria uma grande escritora, porque não sabia se poderia ser grande. Além disso, não estabeleci nenhum limite de tempo para o trabalho, do tipo “Se não tiver publicado nada até os trinta anos, vou desistir deste sonho e encontrar outra carreira”. Na verdade, não impus nenhuma condição ou restrição a meu caminho. Meu prazo era: nunca.
Em vez disso, simplesmente jurei ao universo que escreveria para sempre, independentemente do resultado. Prometi que tentaria encarar a escrita com coragem, gratidão e o mínimo de reclamação possível. Também prometi que nunca pediria à escrita que cuidasse de mim nanceiramente, mas que eu sempre cuidaria dela, no sentido de que faria o que fosse preciso para sempre sustentar nós duas. Não pedi nenhuma recompensa externa por minha devoção. Só queria passar o resto da vida o mais perto possível da escrita, daquela fonte de toda a minha curiosidade e satisfação. Para isso, estava disposta a fazer o que precisasse para sobreviver.
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