Grande Magia: Vida Criativa Sem Medo
Confiança inabalável
O ato nal de con ança criativa — e às vezes o mais difícil — é expor seu trabalho ao mundo depois de tê-lo concluído.
A con ança de que estou falando aqui é a mais inabalável de todas. Não é uma con ança que a rma “Tenho certeza de que serei um sucesso”, pois aí não se trata de con ança inabalável; essa é uma con ança inocente, e o que estou lhe pedindo é que ponha de lado a inocência por um instante e abrace algo bem mais estimulante e muito mais poderoso. Como eu disse antes e como todos sabemos no fundo, não há garantia de sucesso nas áreas criativas. Nem para você nem para mim nem para ninguém. Nem agora nem nunca.
Você vai expor seu trabalho mesmo assim?
Conversei recentemente com uma mulher que me disse: “Estou quase pronta para começar a escrever meu livro, mas estou tendo di culdade para con ar em que o universo me trará o resultado que quero”.
Bem, o que eu poderia lhe responder? Detesto ser estraga-prazeres, mas o universo pode não trazer o resultado que ela quer. Sem dúvida, o universo lhe trará alguma espécie de resultado. Os mais espiritualizados diriam até que o universo provavelmente lhe trará o resultado de que ela precisa, embora esse talvez não seja o resultado que ela quer.
A con ança inabalável requer que você exponha seu trabalho ainda assim, pois ela sabe que o resultado não importa.
O resultado não pode importar.
A con ança inabalável pede que você se mantenha rme, acreditando sempre na seguinte verdade: “Você é digno, qualquer que seja o resultado. Continuará fazendo seu trabalho, qualquer que seja o resultado. Continuará compartilhando seu trabalho, qualquer que seja o resultado. Você nasceu para criar, qualquer que seja o resultado. Nunca deixará de con ar no processo criativo, mesmo quando não entender o resultado”.
Há uma pergunta famosa que aparece em quase todo livro de autoajuda já escrito: o que você faria se soubesse que não pode fracassar?
Mas sempre enxerguei as coisas de outra maneira. Acho que a pergunta mais corajosa de todas é esta: o que você faria mesmo que soubesse que é bem possível que venha a fracassar?
O que você ama tanto fazer que as palavras fracasso e sucesso essencialmente se tornam irrelevantes?
O que você ama até mais do que seu próprio ego?
Quão inabalável é a sua con ança nesse amor?
Você pode contestar essa ideia de con ança inabalável. Pode se opor a ela. Pode querer socá-la e chutá-la. Pode exigir saber dela: “Por que eu deveria me dar ao trabalho de produzir alguma coisa quando é possível que não consiga nenhum resultado?”.
A resposta normalmente virá com um travesso sorriso de malandro: “Porque é divertido, não é?”.
De qualquer forma, o que mais você fará com seu tempo aqui na Terra? Não produzir nada? Não fazer coisas interessantes? Não seguir seu amor e sua curiosidade?
A nal de contas, sempre existe essa possibilidade. Você tem livre-arbítrio. Se a vida criativa se tornar difícil demais ou não for grati cante o su ciente para seu gosto, você pode parar quando quiser.
Mas, sejamos francos, é isso mesmo que quer fazer?
Ora, pense bem: e depois, o que acontece?
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