Desenvolvimento de projetos audiovisuais: a metodologia DPA
5.6 O roteiro
O Produtor Executivo se reúne com os líderes destas três áreas e estudam as diferentes estratégias em cada área. É necessário considerar que não se trata de compartimentos estanques, por isso cada nova estratégia tem que ser avaliada nas três áreas. Se determinar que é possível realizar uma melhoria na história, o Roteirista-Editor volta ao passo que considera conveniente para a reapresentação da mesma, levando o processo de desenvolvimento para o passo correspondente. Se a melhoria vier da área de produção ou de marketing, cada equipe deve voltar ao passo correspondente nesta metodologia. Neste caso, a partir desse ponto em diante, as três equipes terão que repetir os mesmos passos até chegar ao 17º (cálculo preliminar do IRI). Isto implica um aumento nos custos do projeto, por isso, é necessário voltar a apresentar o orçamento de desenvolvimento.
Caso concluam que não há possibilidades de melhorar o IRI, o Produtor Executivo apresenta a situação para a Produtora, que cancela o projeto e assume a perda do investimento no desenvolvimento até o momento.
Se, por outro lado, o cálculo preliminar do IRI demonstrar que o projeto (tal como está apresentado) é viável como negócio para a Produtora, o trabalho avança para a elaboração definitiva dos documentos que até agora tinham caráter preliminar e serviram para trabalho interno. O primeiro deles é o roteiro.
5.6 O roteiro
Após uma longa viagem (provavelmente mais de um ano a partir da confirmação da equipe de desenvolvimento), a história finalmente está se encaminhando para o seu formato final, o roteiro. A diferença entre escaleta e roteiro é, mais que tudo, de grau, já que este último descreve o que o espectador vê e escuta com o máximo detalhe possível. Em outras palavras, leva à sua máxima expressão o processo iniciado na escaleta. Para isso, traduzimos a história em imagens e sons. Há uma única diferença de qualidade: pela primeira vez aparecem os diálogos.
Como sinalizamos anteriormente, não é objetivo deste livro ensinar a escrever roteiros e sim proporcionar ao Roteirista-Editor profissional uma série de padrões de qualidade pelos quais avaliar quando um documento de roteiro estiver pronto para ser aprovado. No caso do roteiro, nos concentraremos em questões relativas a formato e diálogos. Para aprofundar sobre teoria de roteiro, recomendamos consultar esta bibliografia básica:
“El guión”, de Robert McKee.
“The Screenwriter's Workbook”, de Syd Field. “Como convertir un buen guión en un guión excelente”, de Linda Seger. “Screenwriting Updated”, de Linda Aronson.
“The Screenwriter's Problem Solver”. de Syd Field.
“The Art and Science of Screenwriting”, de Phil Parker.
5.6.1 Formato
Um roteiro deve manter um formato que foi padronizado em nível mundial para que cada página represente aproximadamente um minuto de filme. Para isso, recomendamos utilizar qualquer software especializado para escrita de roteiro, como Celtx ou outro semelhante.