Versos de Bulhão Pato

Raimundo António de Bulhão Pato · Capítulo 15 de 94

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Versos de Bulhão Pato

Capítulo X

Hoje nem sol, nem estrella,

Para ti brilha no ceo;

Mal haja quem te perdeu!

Novembro de 1857.

 

X

PIEDADE!

 

Em torno da mesma idéa,

Meu ardente pensamento

Constantemente volteia.

Que horas estas de tormento!

E póde viver-se assim?

Que força tens, coração?

Pois tudo que sinto em mim

És capaz de supportar?

Oh! basta! por compaixão

Deixa emfim de palpitar!

Agosto de 1856.

 

XI