Versos de Bulhão Pato

Raimundo António de Bulhão Pato · Capítulo 56 de 94

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Versos de Bulhão Pato

Capítulo XXIX

Mas que occulto eternamente

No meu peito ficará!

Que no infortunio nascido,

Só commigo tem vivido,

E commigo morrerá!

Ai! folhinha desbotada!

Outra vez á mão nevada

Volve de quem te ceifou!

Volve, e dize, sem receio,

Que te apertei contra o seio,

Que o meu olhar te adorou!

Maio de 1854.

 

XXIX