Versos de Bulhão Pato

Raimundo António de Bulhão Pato · Capítulo 75 de 94

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Versos de Bulhão Pato

Capítulo XLI

São como o ceo azulado,

Que doirado

Pelo sol de ameno dia,

Se escurece de repente

Tristemente

Por uma nuvem sombria!

E tu não queres, amiga,

Que eu te diga

Que o amor não é assim?

Quando tudo empallidece,

Se emmurchece,

Se desbota, e morre emfim?!

Agosto de 1848.

 

XLI