Versos de Bulhão Pato
Capítulo XLI
São como o ceo azulado,
Que doirado
Pelo sol de ameno dia,
Se escurece de repente
Tristemente
Por uma nuvem sombria!
E tu não queres, amiga,
Que eu te diga
Que o amor não é assim?
Quando tudo empallidece,
Se emmurchece,
Se desbota, e morre emfim?!
Agosto de 1848.
XLI