Versos de Bulhão Pato
Capítulo XXVI
Co'os resplendores da aurora
Que já no ceo despontavam.
Naquella encantada hora
Expirou nos labios teus
Um suspiro, e um adeus!
Um adeus, que promettia...
Mas quem pode revelar
O que nelle se dizia!
A aurora vinha a ráiar
E os clarões da manhã fria
Acaso viram jámais
Tão felizes dois mortaes?
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Desde então ao teu poder,
Submisso, humilde, sugeito
Existe todo o meu ser.
Em ti palpita o meu peito,
E a razão que me delira,
Em ti vive, em ti respira,
Com teu imperio a rendeste,
Sou teu: venceste, oh! venceste!
Setembro da 1861.