Versos de Bulhão Pato

Raimundo António de Bulhão Pato · Capítulo 50 de 94

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Versos de Bulhão Pato

Capítulo XXVI

Co'os resplendores da aurora

Que já no ceo despontavam.

Naquella encantada hora

Expirou nos labios teus

Um suspiro, e um adeus!

Um adeus, que promettia...

Mas quem pode revelar

O que nelle se dizia!

A aurora vinha a ráiar

E os clarões da manhã fria

Acaso viram jámais

Tão felizes dois mortaes?

.........................

.........................

Desde então ao teu poder,

Submisso, humilde, sugeito

Existe todo o meu ser.

Em ti palpita o meu peito,

E a razão que me delira,

Em ti vive, em ti respira,

Com teu imperio a rendeste,

Sou teu: venceste, oh! venceste!

Setembro da 1861.

 

XXVI