Versos de Bulhão Pato

Raimundo António de Bulhão Pato · Capítulo 32 de 94

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Versos de Bulhão Pato

Capítulo XXII

Um certo rubor subindo...

Ai! como corada está!

Neste espelho, olhe-se agora,

Veja bem que linda cor;

Quando nasce a fresca aurora,

A luz que a face lhe cora,

Não tem mais vivo fulgor.

Sorri-se a furto, bem vejo,

Occulta o rosto na mão:

Pois vamos, agora um beijo,

Quem cumpriu o seu desejo,

Não merece, diga, não?

Junho de 1852.

 

XXII