Versos de Bulhão Pato
Capítulo XXII
Um certo rubor subindo...
Ai! como corada está!
Neste espelho, olhe-se agora,
Veja bem que linda cor;
Quando nasce a fresca aurora,
A luz que a face lhe cora,
Não tem mais vivo fulgor.
Sorri-se a furto, bem vejo,
Occulta o rosto na mão:
Pois vamos, agora um beijo,
Quem cumpriu o seu desejo,
Não merece, diga, não?
Junho de 1852.