Versos de Bulhão Pato

Raimundo António de Bulhão Pato · Capítulo 17 de 94

Páginas do PDF

Versos de Bulhão Pato

Capítulo XII

Nasceu, e sorrindo, amou,

Mas com a tarde... expirou!

Junho de 1857.

 

XII

ORAÇÃO DA MANHÃ

 

Á filha do meu amigo Magalhães Coutinho

 

Vem reflorindo a aurora;

A voz do rouxinol,

Mais inspirada agora,

Sauda a luz do sol.

A perfumada aragem

Beija no campo a flor;

Tudo sorri á imagem,

Do nosso Creador.

No bosque as avesinhas

Soltam os hymnos seus;

No berço as criancinhas

Resam tambem a Deus.

«Por minha mãe, por ella,

E por meu pae, Senhor!

Dai-lhes propicia estrella,

Gloria, ventura, amor!

«Cercai de mil delicias,

A sua vida emfim,

Como elles de caricias