Tenda dos Milagres

Jorge Amado · Capítulo 46 de 77

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Tenda dos Milagres

Capítulo 4

Outros dados:

Mulato, pobre, autodidata. Ainda rapazola engajou-se grumete em navio de carga. Viveu alguns anos no Rio de Janeiro. Ao voltar à Bahia, exerceu o oficio de tipógrafo e ensinou primeiras letras, antes de empregar-se na Faculdade de Medicina, emprego que veio a perder, após tê-lo exercido durante cerca de trinta anos, devido à repercussão de um de seus livros. Músico amador, tocava violão e cavaquinho. Participou intensamente da vida popular. Tendo permanecido solteiro, atribuem-lhe muitos amores, inclusive bela escandinava, sueca ou finlandesa, não se sabe ao certo.

Data da morte:

Faleceu em 1943, aos setenta e cinco anos de idade. Grande massa popular acompanhou seu enterro, ao qual estiveram presentes o professor Azevedo e o poeta Hélio Simões.

No exemplo de sua vida, Pedro Archanjo mostra-nos como um homem nascido paupérrimo, órfão de pai, em ambiente pouco propício à cultura, exercendo misteres humildes, pôde superar todas as dificuldades e elevar-se aos cumes do saber, igualando-se e até sobrepondo-se às mais ilustres sumidades da época.

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TEXTO REDIGIDO PELOS ASES DA DOPING PROMOÇÃO E PUBLICIDADE S.A. E FORNECIDO ÀS PROFESSORAS DAS ESCOLAS PRIMÁRIAS DA CIDADE DO SALVADOR.

O imortal escritor e etnólogo Pedro Archanjo, glória da Bahia e do Brasil, internacionalmente famoso, cujo centenário comemoramos este ano, sob o patrocínio do “Jornal da Cidade” e da Aguardente Crocodilo, nasceu em Salvador, a 18 de dezembro de 1868, órfão de um herói da Guerra do Paraguai. Atendendo ao apelo da Pátria, seu pai, Antônio Archanjo, despediu-se da esposa grávida e foi morrer nas lonjuras do Chaco, em luta desigual contra o solerte inimigo.

Herdeiro das gloriosas tradições paternas, lutou Pedro Archanjo desde cedo para elevar-se do meio limitado e medíocre em que nascera. Iniciou estudos de literatura e música, logo se notabilizando entre os colegas pela indisfarçável vocação para as letras. Rapidamente dominou várias línguas, entre as quais o inglês, o francês e o espanhol.

Durante a juventude, levado pelo desejo de aventura,viajou como embarcadiço, percorrendo o mundo. Em Estocolmo, conheceu a bela escandinava que foi o grande amor de sua vida.

De volta à Bahia, ingressou na Faculdade de Medicina e ali, durante cerca de trinta anos, encontra o ambiente propício aos estudos e trabalhos que projetaram seu nome de cientista e escritor.