Storytelling: Histórias que deixam marcas
O FIO DA MEADA: Três definições originais de storytelling, e uma importada
O FIO DA MEADA
Três definições originais de storytelling, e uma importada
Não gosto de definições. Quero me livrar o quanto antes dos conceitos e da perigosa carga de “palavra final” a que um trabalho como este me expõe. E só me atrevo a começar o livro por este capítulo, com o risco de afugentar o leitor, porque reconheço que definir logo o tema central nos poupa de muitos desencontros e nos dá a relativa segurança de um GPS quando visitamos território desconhecido.
Para início de conversa, não tenho um ponto de vista claro sobre o que seja storytelling. Tenho três. Esboçados, refletidos e esculpidos com atenção mais artesanal do que acadêmica.
Aí vão eles. Bom proveito!
Definição pragmática:
Storytelling é a tecnarte de elaborar e encadear cenas, dando-lhes um sentido
envolvente que capte a atenção das pessoas e enseje a assimilação de uma ideia central.
Definição pictórica:
Storytelling é a tecnarte de moldar e juntar as peças de um quebra-cabeça, formando
um quadro memorável.
Definição poética:
Storytelling é a tecnarte de empilhar tijolos narrativos, construindo monumentos
imaginários repletos de significado.