Storytelling: Histórias que deixam marcas

Adilson Xavier · Capítulo 1 de 85

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Storytelling: Histórias que deixam marcas

O FIO DA MEADA: Três definições originais de storytelling, e uma importada

O FIO DA MEADA

 

Três definições originais de storytelling, e uma importada

 

Não gosto de definições. Quero me livrar o quanto antes dos conceitos e da perigosa carga de “palavra final” a que um trabalho como este me expõe. E só me atrevo a começar o livro por este capítulo, com o risco de afugentar o leitor, porque reconheço que definir logo o tema central nos poupa de muitos desencontros e nos dá a relativa segurança de um GPS quando visitamos território desconhecido.

Para início de conversa, não tenho um ponto de vista claro sobre o que seja storytelling. Tenho três. Esboçados, refletidos e esculpidos com atenção mais artesanal do que acadêmica.

Aí vão eles. Bom proveito!

 

Definição pragmática:

Storytelling é a tecnarte de elaborar e encadear cenas, dando-lhes um sentido

envolvente que capte a atenção das pessoas e enseje a assimilação de uma ideia central.

 

Definição pictórica:

Storytelling é a tecnarte de moldar e juntar as peças de um quebra-cabeça, formando

um quadro memorável.

 

Definição poética:

Storytelling é a tecnarte de empilhar tijolos narrativos, construindo monumentos

imaginários repletos de significado.