Storytelling: Histórias que deixam marcas

Adilson Xavier · Capítulo 59 de 85

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Storytelling: Histórias que deixam marcas

Capítulo 19: RED BULL — Touro vermelho, OK. Mas voador?

Capítulo 19

 

RED BULL.

 

Touro vermelho, OK. Mas voador?

 

A história começa pelas asas. Elas estão no slogan, nos eventos, na origem, sobrevoando a marca o tempo todo.

Quando em 1991 aconteceu em Viena o primeiro Flugtag, algo que se traduz como “dia de voo”, a Red Bull oferecia a quem quisesse a possibilidade de apresentar em público seus aparelhos voadores feitos em casa, e provar que funcionavam, lançando-se no ar como se fossem pioneiros da pré-aviação. Curioso verificar que estamos falando do mesmo princípio da história que marcou a Torre de Gálata em Istambul, narrada no início deste livro, agora com final feliz.

O requisito básico dos aparelhos participantes era serem movidos unicamente por três forças: muscular, da gravidade e da imaginação.

Voar é um sonho que nos alimenta desde sempre, manifestado mitologicamente em Ícaro, mas presente na figura dos anjos e de tudo o que se liga à ascensão, seja física, espiritual, econômica, profissional, política, qualquer tipo de ascensão. Muita coisa voa nesta vida, inclusive o tempo, mas nada vai tão alto quanto nossa capacidade de imaginar.

Nas asas do Flugtag, Red Bull reforçou sua presença em várias partes do mundo, ganhou notoriedade e inspirou o que viria mais adiante. Em 2003, outro evento da marca surgiu vitorioso, transformando-se em campeonato mundial de um esporte exclusivo. Chama-se Red Bull Air Race, e segue empolgando as cidades onde é disputado, com pilotos de pequenos aviões acrobáticos desafiados por circuitos de obstáculos em busca do melhor tempo. Um esporte que exige destreza, domínio técnico e precisão milimétrica, oferecendo ao público um show de manobras de tirar o fôlego.