Storytelling: Histórias que deixam marcas

Adilson Xavier · Capítulo 43 de 85

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Storytelling: Histórias que deixam marcas

Nasce um ícone

Macintosh

 

Chegamos à reunião em que Steve Jobs apresenta à sua equipe de vendas o comercial de lançamento do Macintosh. No discurso que antecede a projeção, ele nos brinda com um belo momento de storytelling.

Começa com uma brincadeira, saudando a plateia como se fosse um desconhecido: “Hi, I’m Steve Jobs!”

Depois, adota um tom quase épico, com a habilidade motivadora dos grandes oradores, que sabem usar sua paixão para empolgar o público.

Em uma tradução livre, ele diz:

 

É 1958. A IBM despreza a chance de comprar a jovem e inexperiente empresa que

inventou uma nova tecnologia chamada xerografia. Dois anos mais tarde, nasce a

Xerox, e a IBM tem chutado a si mesma desde então.

Dez anos mais tarde, final dos anos 1960. DEC — Digital Equipment Corporation, e

outros, inventam o minicomputador. IBM dispensa o minicomputador como pequeno

demais para fazer computação a sério, e portanto irrelevante para o seu negócio. A DEC

cresce para se tornar uma multicorporação de centenas de milhões de dólares, antes

que a IBM finalmente entre no mercado de minicomputadores.

Estamos agora dez anos mais tarde, final dos anos 1970. Em 1977, a Apple, uma jovem

e inexperiente empresa da Costa Oeste, inventa o Apple II, o primeiro computador

pessoal como conhecemos hoje. A IBM considera o computador pessoal pequeno

demais para fazer computação a sério, e, portanto, irrelevante para o seu negócio.

Início dos anos 1980.

1981. Apple II se torna o computador mais popular do mundo e a Apple evolui para

uma empresa de 300 milhões de dólares, tornando-se a corporação de crescimento mais

rápido na história dos negócios americanos.

Com mais de 50 concorrentes disputando uma fatia, a IBM entra no mercado de

computadores pessoais em novembro de 81, com o PC IBM.

1983. A Apple e a IBM emergem como os mais fortes competidores da indústria, cada

uma vendendo aproximadamente 1 bilhão de dólares com computadores pessoais em

1983. Cada uma projetando investir mais que 50 milhões de dólares em R&D (Research

and Development) e outros 50 milhões de dólares em propaganda de TV em 1984, em

um total de quase um quarto de bilhão de dólares combinadas.

A sacudida está forte.

As primeiras grandes empresas começam a quebrar, enquanto outras balançam na

beirada.