Um Curso de Cálculo, Volume 3
9.3 Área de superfície
a 2 2 ) σ ( u, v ) = ( u, v, u + v), no ponto σ (1, 1). b)
c) σ (u, v) = (2u + v, u − v, 3u + 2v), no ponto σ (0, 0). d 2 ) σ ( u, v ) = ( u − v, u + v2, uv), no ponto σ (1, 1). e)
2. 3 2 1 Seja σ: Ω → ℝ , Ω aberto em ℝ , uma superfície de classe C e seja γ : I → Ω
uma curva de classe 1 C, com γ (t) = (u (t), v (t)). (Observe que γ (t) é um ponto de Ω, para todo t ∈ I.) Seja Γ: I → Im σ a curva dada por Γ (t) = σ (γ (t)). Prove que é ortogonal a Γ' (t). Interprete.
3. 2 3 1 Seja σ: Ω ⊂ ℝ → ℝ , Ω aberto, uma superfície de classe C dada por σ (u, v)
= (x (u, v), y (u, v), z (u, v)). Verifique que
9.3. ÁREA DE SUPERFÍCIE
Seja σ: 3 K → ℝ, onde K é um compacto com fronteira de conteúdo nulo e interior não vazio. No que segue suporemos que σ é de classe 1 C em K e regular no interior de K 1 3 . (Dizer que σ é de classe C em K significa que existe uma transformação φ: Ω → ℝ
de classe 1 C no aberto Ω, com K contido em Ω, tal que, para todo (u, v) em K, σ (u, v) = φ (u, v).
σ transforma o retângulo de lados Δu e Δv no “paralelogramo curvilíneo” ABCD contido na imagem de σ. Queremos avaliar a “área” deste “paralelogramo curvilíneo” para Δu e Δv suficientemente pequenos.
A área do paralelogramo determinado pelos vetores é
(Observe que este paralelogramo está contido no plano tangente a σ, no ponto σ (u, v).)
Temos:
comprimento do arco AB
e
comprimento do arco AD
A “área” ΔS de ABCD é, então, aproximada pela área do paralelogramo de lados
Nada mais natural, então, do que definir a área de σ por
Observe que a integral acima existe, pois é contínua em K e a
fronteira de K tem conteúdo nulo.
EXEMPLO. 2 Calcule a área da superfície σ dada por σ ( u, v ) = ( u, v , 1 − u), u ≥ 0, v ≥ 0 e u + v ≤ 1.
Solução
e
Temos:
onde K é o triângulo
Temos:
Façamos a mudança de variável
Como
resulta
Por outro lado,
Portanto, a área de .
Observação. .
■
Exercícios 9.3
1. Calcule a área. (Sugerimos ao leitor desenhar a imagem da superfície dada.)
a) σ (u, v) = (u, v, 1 − u − v), u ≥ 0, v ≥ 0 e u + v ≤ 1. b 2 2 ) σ ( u, v ) = ( u, v , 2 − u − v ) , u + v ≤ 1. c 2 2 2 2 ) σ ( u, v ) = ( u, v, u + v ), u + v ≤ 4. d 2 2 ) σ ( u, v ) = ( u, v , 4 − u − v), (u, v) ∈ K, onde K é o conjunto no plano uv
limitado pelo eixo −θ u e pela curva (em coordenadas polares) ρ = e, 0 ≤ θ ≤ π.
e)
f 2 2 ) σ ( u v ) = (cos u, v , sen u ), u + 4 v ≤ 1.
2. 3 2 2 Seja A = {(0, y, z ) ∈ ℝ | z + ( y − 2) = 1}; ache a área da superfície gerada
pela rotação em torno do eixo Oz do conjunto A.
3. 1 Seja f : K → ℝ de classe C no compacto K com fronteira de conteúdo nulo e
interior não vazio. Mostre que a área da superfície z f = (x, y) (isto é, da superfície σ dada por x = u, y = v e z = f (u, v)) é dada pela fórmula
4. 2 2 Calcule a área da parte da superfície cilíndrica z + x = 4 que se encontra
dentro do cilindro 2 2 x + y ≤ 4 e acima do plano xy.
5. 2 2 2 Calcule a área da parte da superfície esférica x + y + z = 1 que se encontra
dentro do cone
6. 2 2 Calcule a área da superfície , ( x − 2) + 4 y ≤
1.
7. 2 2 2 Calcule a área da parte da superfície esférica x + y + z = 2 que se encontra
dentro do paraboloide 2 2 z = x + y.
8. 2 2 2 Calcule a área da parte do cone z = x + y que se encontra dentro do cilindro
x2 2 2 2 + y ≤ 2 x , fora do cilindro x + y ≤ 1 e acima do plano xy.
9. 3/2 3/2 Calcule a área da superfície z = x + y,
.
10. 2 2 Calcule a área da , x + y ≤ 2x, x ≥ 1 e y ≥ 0.
11. Calcule a área da parte da superfície
compreendida entre os planos x + y = 1, x + y = 2, x = 0 e y = 0.
12. Calcule a área da parte da superfície z = xy que se encontra dentro do cilindro
x2 2 2 2 + y ≤ 4 e fora do cilindro x + y ≤ 1.
13. Seja K o conjunto do plano xy limitado pelas curvas (em coordenadas polares)
ρ = tg θ, . Calcule a área da superfície
z = xy, (x, y) ∈ K.
14. Seja K o conjunto do plano xy limitado pela curva (em coordenadas polares)
ρ 2= cos 2 θ, . Calcule a área da superfície z = xy, (x, y) ∈ K.
15. 2 2 Calcule a área da parte do paraboloide elíptico z = x + 2 y que se encontra
dentro do cilindro 4 2 2 x + 16 y ≤ 1.
16. 1 Seja f : [ a, b ] → ℝ uma função de classe C, com f (u) ≥ 0 em [a, b]. Considere
a superfície de revolução σ (u, v) = (f (u) cos v, f (u) sen v, u), com a ≤ u ≤ b, 0 ≤ v ≤ 2π. Estabeleça uma fórmula para o cálculo da área de σ. Compare com a fórmula obtida na Seção 13.4 do Vol. 1, 5.ª edição.
17. Estabeleça uma fórmula para o cálculo da área da superfície
, onde a > 0, b > 0 e c > 0 são constantes dadas.
18. 3 1 Seja F : Ω ⊂ ℝ → ℝ
, Ω aberto, uma função de classe C tal que . Seja
f : K → ℝ, onde K é um compacto com fronteira de conteúdo nulo e interior não vazio contido em Ω, tal que F (x, y, f (x, y)) = 0 para todo (x, y) ∈ K, isto é, z = f (x, y) é definida implicitamente pela equação F (x, y, z) = 0. Mostre que a área da superfície z = f (x, y) é dada pela fórmula
19. 3 Sejam σ: Ω ⊂ ℝ e φ: Ω → ℝ duas superfícies regulares nos abertos Ω ⊂ ℝ
1 2 3
e Ω 1, respectivamente. Suponha que exista uma transformação H: Ω1 → Ω, com H (Ω 1) = Ω, dada por
sendo 1 H de classe C, inversível e tal que, para todo (s, t) ∈ Ω ,
1
φ (s, t) = σ(u(s, t), v (s, t)).
Diremos, então, que φ é obtida de σ pela mudança de parâmetros (u, v) = H (s, t). Suponha, então, que φ seja obtida de σ pela mudança de parâmetros (u, v) = H (s, t) = (u (s, t), v (s, t)).
a) Verifique que Imφ = Im σ.
b) Prove que
onde
é o determinante jacobiano da transformação u u (s, t), v v (s, t).
c) Interprete geometricamente a relação supondo ① supondo
20. 2 3 2 3 Sejam σ: Ω ⊂ ℝ → ℝ e φ: Ω ⊂ ℝ → ℝ duas superfícies regulares, sendo
1
φ obtida de σ pela mudança de parâmetros (u, v) = H (s, t) = (u (s, t), v (s, t)) (veja exercício anterior). Sejam K ⊂ Ω e K1 ⊂ Ω , compactos com fronteira de 1 conteúdo nulo e interior não vazio e tais que . Prove que
21. Seja σ(u, v) = (x (u, v), y (u, v), z (u, v)), (u, v) ∈ K. Mostre que a área de σ
pode ser expressa na forma