Um Curso de Cálculo, Volume 3
Respostas, Sugestões ou Soluções
RESPOSTAS, SUGESTÕES OU
SOLUÇÕES
CAPÍTULO 1
1.1
1.
2. a)
b)
4. A cada ponto (u, v) do plano uv, f associa o ponto (x, y, z) onde
A imagem da transformação acima é o plano x − y − z = 0. Portanto, f transforma o plano uv no plano x − y − z = 0.
5.
6. c)
8. 2 2 A imagem é a superfície cilíndrica x + y = 1, 0 = ≤ z ≤ 1.
9. 2 2 2 É a semissuperfície esférica x + y + z = 1, z ≥ 0.
11.
12. 2 2 É o cilindro x + y ≤ 1, 0 ≤ z ≤ 1.
15. 2 2 2 a ) σ ( B ) é a superfície esférica x + y + z =
b 2 2 2 ) σ ( B ) é a esfera x + y + z ≤ 1.
1.2
1. a)
c)
(x, y) é tangente, no ponto (x, y), à circunferência de centro na origem
que passa por este ponto.
e) || (x, y) || = 1 e (x, y) é normal, no ponto (x, y), à circunferência de
centro na origem que passa por este ponto.
f) || (x, y) || = 1 e (x, y) é tangente, no ponto (x, y), à circunferência de
centro na origem que passa por este ponto.
g)
é normal, no ponto (x, y), à
circunferência de centro na
origem que passa por este ponto. Observe que a intensidade do campo no ponto (x, y) é o inverso da distância deste ponto à origem.
2. a)
b)
4. ∇ f (x, y) = (1, 2)
5. ∇ φ (x, y) = (− 2x, 1) é normal, no ponto (x, y), à curva de nível de φ que
passa por este ponto. Como 2 y = x é uma curva de nível de φ (φ (x, y)) = 0, ∇ 2 2 φ ( x, y ), com y = x , é normal, no ponto ( x, y ), à parábola y = x.
6. 2 ∇ ( x, y, z ) = (2 x , 2 y , 2 z ). Seja ( x, y, z ) um ponto da superfície esférica x +
y2 2 + z = 1. Neste ponto, ∇ f (x, y, z) é normal à superfície acima.
1.3
1.
2. (x, y) = (x f (u), y f (u)), onde . Temos:
e de forma análoga obtém-se:
Portanto, rot
5. a)
é tangente, no ponto (x, y), à
circunferência de centro na origem que passa por este ponto.
Observe que as trajetórias das partículas do fluido são circunferências de centro na origem. A velocidade angular da partícula que descreve a circunferência de raio é o quociente da velocidade escalar pelo
raio, ou seja, . Sejam A e B duas partículas do fluido que no
instante t 0 encontram-se sobre o eixo Ox. Suponhamos que a distância de
A à origem é menor que a de B à origem. Assim, a velocidade angular de A é maior que a de B. Seja t > 0 um real suficientemente pequeno. A figura a seguir mostra as posições de A e B nos instantes t = 0 e t.
β é o ângulo descrito por B no intervalo de tempo t e o descrito por A neste mesmo intervalo de tempo; α > β, pois, a velocidade angular de A é maior que a de B.
b) rot o que significa que é irrotacional.
1.4
1.
3. a) Não, pois div (x, y, z) = 1.
b) div ρ = 0, ou seja, div (ρ(y) y ) = 0. Daí
Portanto ρ(y)y = k, k constante.
5.
9. Vamos supor que existam as
derivadas parciais de , P, Q e R.
Portanto, div (φ ) = φ div + ∇ φ ·
e 2 ) Vamos supor P, Q e R de classe C no aberto Ω.
div (rot ) = div [rot P + rot Q + rot R ]
= div (rot P ) + div (rot Q ) + div (rot R ).
Então,
Conclua.
CAPÍTULO 3
3.1
1.
3.
4.
5.
6.
7.
8. 2 2 onde A é o círculo x + y ≤ 1. Volume
= 2π
d 2 2 ) onde A é o círculo x + y ≤ 1. Vol =
g 2 2 2 ) onde A é o círculo x + y ≤ a.
h 2 2 ) onde A é elipse 2 x + y ≤ 1.
(Faça na penúltima integral y = sen θ na última y = sen θ e boa sorte!)
l 2 2 ) onde A é o círculo ( x − 1) + y ≤ 1.
Para calcular a integral, fixe x e integre em relação a y; em seguida, faça x − 1 = sen θ.
m) onde A é o conjunto de todos (x, y) tais que
0 ≤ 2 x ≤ 1 − y.
n) onde A é o triângulo x + y ≤ 1, x ≥ 0 e y ≥ 0.
Vol =
9. a) área = onde B é o conjunto ln x ≤ y ≤ 1 + ln x, y ≥ 0 e x ≤ e.
Área = −1 e + e − 1
CAPÍTULO 4
4.2
1.
Para cada θ fixo em [0, 2π], ρ varia de 0 a 1 − cos θ.
h 2 2 ) e − e ( Sugestão : Faça u = y − x e v = x.)
(Outro processo: faça x = ρ cos θ, y = ρ sen θ observe que a equação da circunferência 2 2 x + y − x = 0 em coordenadas polares é
2. a ) O que se quer é o valor da integral onde A é o
conjunto 2 2 2 x + y ≤ 2, y ≥ x e 0 ≤ x ≤ 1. Em coordenadas polares, a equação da parábola 2 y = x se escreve
Então,
3. Faça u = y − x e v = y + x.
4. πab
4.3
1.
3. a) Volume = 2πd (área de B), onde d é a distância do centro de massa de B
( 2 B sendo olhado como um corpo homogêneo) à reta y = x + 2. Vol = 2 π .
CAPÍTULO 5
5.4
1.
g) onde A é o círculo (x −
1)2 2 + ( y − 1) ≤ 1.
r) Fixe (x, y) e integre em relação a z; em seguida faça u = x + y e v = xy e boa sorte!
2.
h 2 ) onde A é o círculo ( x − 2) + (y −
1)2 ≤ 5.
3. Massa =
4. onde A é o
triângulo x + y ≤ 1, x ≥ 0 e y ≥ 0; faça a mudança de variável u = x + y e v = x)
5. 16π
6. onde A é o
círculo 2 2 x + y ≤ 1. Massa = onde k é a constante de proporcionalidade.
5.5
1.
c) Faça x = 2ρ sen φ cos θ, y = 3ρ sen φ sen θ e z = ρ cos φ com
d) Faça u = x + y, v = x + 2y − z e w = z.
onde T é o paralelepípedo 1 ≤ u ≤ 2, 0 ≤ ν 1 e 0 ≤ w ≤ 1.
2.
3. Massa =
4. 3 πa
5. Sugestão: Para calcular a
integral
faça ρ − a cos θ = a cos θ sen u e boa sorte!
5.7
1. onde k é a densidade, k constante. .
2. 2 LM, onde M é a massa do cubo.
3. onde B é o cubo dado. I =
4. a) onde M é a massa do cilindro.
b)
5. Podemos supor que o centro de massa do corpo B seja a origem, e que o
eixo que passa pelo centro de massa seja o eixo z. Então
Consideremos, agora, o eixo 2 x = a e y = b , com h
= 2 2 a + b. O momento de inércia com relação a este eixo
Tendo em vista que
resulta 2 I = I + Mh
cm
8. onde M é a massa da esfera.
9. b) onde B é o cone A equação
do cone obtém-se por semelhança de triângulos:
12. onde M é a massa do cone. CAPÍTULO 6
6.1
1.
2. 0
3. 1
4.
5. 0
7.
6.2
1.
2.
3. (x, y, z) = (1, 2, 1) + t [(0, 0, 0) − (1, 2, 1)], 0 ≤ t ≤ 1, é uma parametrização
para o segmento: x = 1 − t, y = 2 − 2t e z = 1 − t, 0 ≤ t ≤ 1.
4. 0
(Observação: A projeção no plano xy da interseção é a circunferência (x − 1)2 2 + ( y − 1) = 1; x − 1 = cos t, y − 1 = sen t e z = 3 + 2 cos t + 2 sen t é uma parametrização da curva, com a orientação pedida.)
5. Para se ter uma parametrização nas condições exigidas, basta tomar as
coordenadas esféricas com O valor da integral é
6. − 6
7. π
6.4
1. 0
2. 4
3.
4. −2
5.
6.
6.5
1.
2.
5.
7.
onde k é a densidade
linear do fio, k constante.
CAPÍTULO 7
7.2
1. a) é uma primitiva; logo é exata.
b 2 ) É exata, sendo xy uma primitiva.
c) xyz é uma primitiva; logo é exata.
d) é uma primitiva; logo é exata.
e) Não é exata, pois
h) −arctg , y > 0, é uma primitiva; logo é exata. Observe que θ (x, y) =
− arctg y > 0, é também uma primitiva. Sugerimos ao leitor verificar
que θ (x, y) é o ângulo que a semirreta {(tx, ty) | t ≥ 0} forma com o semieixo positivo Ox.
i) Verifique que
é uma primitiva.
(Observação: Para verificar que (x, y) admite derivadas parciais nos pontos (x, 0), x < 0, será útil observar que θ (x, y) = π arctg , x < 0.)
7.3
1.
3.
4. Verifique que : θ : Ω → ℝ dada por
é uma primitiva em Ω. Isto é,
Como é o gráfico de θ? O valor da integral é θ(2, 2) − θ(1, 1) = 2π.
7.6
1.
Portanto,
2.
4. a) Seja y 0 ∈ [c, d]. Precisamos provar que, para todo ε > 0 dado, existe δ >
0 tal que, para todo y ∈ [c, d],
|y − y0| < δ ⇒ |φ y) − (y0)| < ε .
Dado ε > 0, existe δ > 0 tal que, quaisquer que sejam (x, y) e (s, t) no retângulo,
Então, para todo x ∈ [a, b],
Como
resulta
ou seja,
b) Seja y ∈ I. Sejam c, d ∈ I, com c < y < d. Como é contínua no
0 0
retângulo a ≤ x ≤ b, c ≤ y ≤ d, dado ε > 0, existe δ > 0 tal que, quaisquer que sejam (x, y) e (s, t) no retângulo acima,
Temos
Pelo teorema do valor médio, para todo y ∈ [c, d] existe y1 no intervalo aberto de extremos y 0 e y tal que
Segue que
e, portanto,
Para todo y ∈ [c, d] e para todo x ∈ [a, b],
|y − y0| < δ ⇒ || (x, y) − (x, y0) || < δ ⇒ || (x, y1) − (x, y0) || < δ,
pois |y − y | ≥ |y − y |. Portanto, 0 1 0
Ou seja,
Logo,
(Observação: Para a demonstração da propriedade enunciada no início do exercício, veja A2-1 do Apêndice 2.)
CAPÍTULO 8
8.1
1. Pelo teorema de Green, Pelo
teorema do valor médio para integrais, existe (s, t) ∈ B, com
2.
Aplique o teorema de Green aos conjuntos K1 e K2 e some membro a membro as igualdades obtidas.
8. Sugestão:
faça agora y = r sen θ e boa sorte!
9.
Fazendo a mudança de variável y = f (t) vem:
Por outro lado,
Conclua. (Observe que este raciocínio não se aplica ao setor circular − r ≤ x 1 ≤ 0 e 0 ≤ y ≤ , pois não é de classe C em [−r, 0].)
8.2
2. 3π
3. πab
4. 2α, onde é a área de B. (Observe que B tem área, pois sua fronteira tem
conteúdo nulo.)
5. 10
6. 2π
7. 2π
8. −3
9.
8.4
1. a) Pelo teorema da divergência onde K é o
2 2
círculo x + y ≤ 1. Assim,
b) 1
c) onde K é a região Assim,
Olhando só para o campo você seria capaz de prever
este resultado? Por quê?
d) Cuidado, o teorema da divergência não se aplica. Por quê? Temos:
é normal a γ e tem a componente y ≥ 0, para 0 ≤ t ≤ π. Temos, então,
Observe que bastaria olhar para o campo para se concluir este resultado.
6. α = 1
7. a)
10. 3α
11.
12.
13. 1
CAPÍTULO 9
9.1
1. 2 2 a ) A imagem é o paraboloide de rotação z = x + y.
b)
c)
d 2 2 2 ) A imagem é a semissuperfície esférica x + y + z = 1, y ≥ 0.
e 2 2 2 ) x = v cos u , y = v sen u e z = v ⇒ x + y = z. A imagem de é a face
lateral do cone
f) A imagem de σ coincide com o gráfico da função
2. x = (2 + cos ν) cos u, y = (2 + cos ν) sen u e z = sen ν com 0 ≤ u ≤ 2π e 0 ≤
ν ≤ 2π .
3.
4. a) x = cos u, y = sen u e z ν, = 0 ≤ u ≤ 2 π e ν ∈ ℝ
b 2 ) x = u , y = v e z = (5 − 2 u − v ), ( u, v ) ∈ ℝ
c)
( ν x, y, z ) = ( ν cos u, v sen u, e), 0 ≤ u ≤ 2πe ν ≥ 0
Observe que a imagem desta superfície coincide com o gráfico da função
d) (x, y, z) = (1 + cos u, sen u, v), 0 ≤ u ≤ 2πe v ∈ ℝ
9.2
1.
9.3
1.
2. 2 8 π
4. 16
5.
6.
9.
12.
13.
9.4
1.
2.
3.
4.
CAPÍTULO 10
10.1
5. O fluxo através da superfície lateral do cilindro é zero. Sejam σ1 (u, v) =
( 2 2 2 u, v , 0), u + v ≤ 1, a base inferior do cilindro e σ ( u, v ) = ( u, v , 1), u +
2
v2 ≤ 1, a base superior; a normal a σ é = − e a normal a σ é = Segue que
onde 2 2 K é o círculo u + v ≤ 1. Ou seja,
Por outro lado,
ou seja,
onde 2 2 K é o círculo x + y ≤ 1. De ① e ② resulta
6. O fluxo através das bases do cilindro é zero. Seja σ3 (u, v) = (cos u, sen u,
v), 0 ≤ u ≤ 2π , e 0 ≤ ν ≤ 1, a superfície lateral do cilindro,
onde P e Q são calculados em (cos u, sen u, v) e K3 é o retângulo 0 ≤ u ≤ 2π , 0 ≤ ν ≤ 1. Segue que
Por outro lado,
Temos:
onde A é o retângulo −1 ≤ y ≤ 1, 0 ≤ z ≤ 1. Assim, 1
Façamos, agora, a mudança de variável
Assim,
onde D é o retângulo Vamos mostrar, agora, que 1
onde D é o retângulo De fato, fazendo a mudança de 2
variável
vem:
Portanto,
onde D é o retângulo Por outro lado, a integral 3
de
P (cos u, sen u, v) cos u no retângulo é igual à
integral de
P (cos u, sen u, v) cos u no retângulo (Verifique.)
Portanto,
onde K3 é o retângulo 0 ≤ u ≤ 2π, 0 ≤ ν ≤ 1.
Fica a seu cargo verificar que
De ①, ②, ③ e ④ segue o que se queria provar.
11.
13. 0
10.2
1. 0
2. 36π
4. 2 2 Seja σ ( u, v ) = ( u, v , 0), u + v ≤ 1. Seja = − . A imagem da cadeia
1
(σ, σ 2 2 2 ) coincide com a fronteira da semiesfera x + y + z ≤ 1, z ≥ 0. Pelo
1
teorema da divergência
onde B é a semiesfera citada anteriormente. Como
(por quê?) resulta
7.
8. −π
10. Zero se a origem não pertence a K; 4π se a origem pertence ao interior
de K.
CAPÍTULO 11
11.1
1.
4. 0
5.
9. 2π
10. 0
11. 1
Você terminou Um Curso de Cálculo, Volume 3
Hamilton Luiz Guidorizzi
Livros como este
-
Um Curso de Cálculo, Volume 2
-
Um Curso de Cálculo, Volume 1
-
Fundamentos de Física, Volume 3: Eletromagnetismo
-
Fundamentos de Física, Volume 2: Gravitação, Ondas e Termodinâmica
-
Estatística e Probabilidade: com ênfase em exercícios resolvidos e propostos
-
Fundamentos de Física, Volume 1: Mecânica
Depois do livro
Páginas que vieram com esta edição, guardadas aqui para consulta.