O Código Da Vinci
Capítulo Cento e Dois
Os agentes da Polícia britânica apareceram atrás de Fache, arrastando e algemando o angustiado prisioneiro.
Sophie parecia espantada por ver Fache.
— Como foi que nos encontrou?
Fache apontou para Teabing,
— Cometeu o erro de identificar-se quando entrou na abadia. Os guardas souberam pela rádio que estávamos à procura dele.
— Está no bolso do Langdon! — gritava Teabing, como um possesso. — O
mapa do Santo Graal!
Enquanto os polícias o levantavam do chão e o levavam, torceu a cabeça para trás e gritou:
— Robert! Diga-me onde está escondido!
Quando Teabing passou por ele, Langdon olhou-o nos olhos e disse:
— Só os que disso são dignos encontram o Graal, Leigh. Foi você que me ensinou.
C A P Í T U L O 102
Um espesso manto de névoa envolvia os Kensington Gardens quando Silas, coxeando, procurou refúgio em um recôndito entre os arbustos. Ajoelhado na erva molhada, s entia o sangue quente jorrando-lhe do buraco que a bala lhe abrira no peito, abaixo das costelas. Mas continuou olhando fixamente em frente.
O nevoeiro fazia aquele lugar parecer o paraíso.
Ao erguer as mãos ensanguentadas para rezar, viu a chuva acariciar-lhe os dedos, tornando-os novamente brancos. À medida que as gotas lhe caíam, cada vez mais pesadas, sobre as costas e os ombros, sentiu o corpo desaparecer pedaço a pedaço na bruma.