O Código Da Vinci
Capítulo Setenta e Três
A despeito da convicção de Langdon e de Teabing de que a verdade se encontrava dentro do cilindro de mármore, Sophie resolvera uma quantidade suficiente das caças ao tesouro do avô para saber que Jacques Saunière não entregava facilmente os seus segredos.
C A P Í T U L O 73
O controlador de tráfego aéreo do turno da noite do aeródromo Le Bourget estivera cochilando diante de uma tela de radar vazio quando o capitão da Polícia Judiciária praticamente lhe arrombara a porta.
— O jato do Teabing — gritou Fache, entrando de rompante na pequena torre de controlo —, para onde foi?
A primeira reação do controlador foi uma titubeante e infeliz tentativa de proteger a privacidade do seu cliente britânico, um dos mais respeitados do aeródromo. Falhou miseravelmente.
— Muito bem — disse Fache —, fica detido por ter permitido que um avião particular decolasse sem registrar um plano de voo. Fez sinal a um agente, que se aproximou balançando as algemas, e o controlador aéreo sentiu uma vaga de terror invadi-lo.
Pensou nos artigos dos jornais em que se debatia se o capitão da Polícia nacional era um herói ou uma ameaça. Para ele, a pergunta acabava de ter resposta.
— Espere! — ouviu-se gemer, à vista das algemas. — Uma coisa posso dizer-lhe. Sir Leigh Teabing faz frequentes viagens a Londres para tratamento médico.
Tem um hangar no aeródromo executivo de Biggin Hill, em Kent. Nos arredores de Londres.
Com um gesto, Fache afastou o homem das algemas.
— É para lá que vai esta noite?