O Código Da Vinci

Dan Brown · Capítulo 27 de 109

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O Código Da Vinci

Capítulo Vinte e Quatro

— A identidade dos membros vivos do Priorado é um segredo cuidadosamente guardado — continuou Langdon —, mas o P.S. e a flor-de-lis que viu quando era criança são prova. Só pode estar relacionado com o Priorado.

Sophie compreendeu então que Langdon sabia muito mais do que ela de início julgara a respeito do avô. Aquele americano tinha sem a mínima dúvida volumes de

informação para partilhar, mas não ali.

— Não posso me dar ao luxo de deixar que o apanhem, Robert. Temos muita coisa a discutir. Tem de ir!

Langdon ouviu apenas o débil murmúrio da voz dela. Não ia a parte nenhuma.

Estava perdido em um outro lugar. Um lugar onde segredos antigos subiam à superfície.

Um lugar onde histórias esquecidas emergiam das sombras.

Lentamente, como se estivesse movendo-se debaixo de água, voltou a cabeça e olhou através da penumbra avermelhada para a Mona Lisa.

A flor-de-lis... a flor de Lisa... a Mona Lisa.

Estava tudo interligado, uma sinfonia silenciosa em que ecoavam os segredos mais profundos do Priorado de Sião e de Leonardo da Vinci.

A poucos quilômetros dali, na margem do rio juntos a Les Invalides, o estupefato condutor do grande caminhão TIR, de mãos no ar sob a ameaç a de várias armas, via o capitão da Polícia Judiciária lançar um gutural rugido de raiva e atirar uma barra de sabonete às escuras às águas do Sena.

C A P Í T U L O 24

Silas ergueu os olhos para o topo do obelisco de Saint-Sulpice, medindo o tamanho da maciça coluna de pedra. Sentia os tendões tensos de expectativa. Olhou uma vez mais em redor, para certificar-se de que continuava sozinho. Ajoelhou-se então junto à base do obelisco, não em reverência, mas por necessidade.

A Chave de Abóbada está escondida debaixo da Linha, da Rosa. Na base do obelisco de Sulpice.

Todos os irmãos tinham dito o mesmo.

De joelhos, Silas passou as mãos pelo chão de pedra. Não viu quaisquer rachadura ou marcas que indicassem uma laje móvel, de modo que começou a bater de leve com os nós dos dedos no chão. Seguindo a linha de latão junto ao obelisco, foi batendo com os dedos nas lajes de ambos os lados. Finalmente, uma delas ressoou estranhamente.

Há uma cavidade debaixo do chão!

Silas sorriu. As suas vítimas tinham dito a verdade.

Pôs-se de pé e procurou em redor qualquer coisa que pudesse usar para partir a laje.

Bem lá em cima, na varanda do coro, a irmã Sandrine abafou uma exclamação. Os seus mais negros receios acabavam de ser confirmados. O

visitante não era o que parecia. O misterioso monge da Opus Dei fora a Saint-Sulpice com um outro objetivo.

Um objetivo secreto.

Não é só você que tem segredos, pensou.

A irmã Sandrine Bieil era mais do que a zeladora daquela igreja. Era uma sentinela. E, naquela noite, as antigas engrenagens tinham sido postas em movimento. A chegada daquele estranho junto à base do obelisco era um sinal da irmandade.