O Código Da Vinci

Dan Brown · Capítulo 62 de 109

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O Código Da Vinci

Capítulo Cinquenta e Nove

Sophie leu o que ele tinha escrito:

Sang Real

Reconheceu imediatamente a tradução.

Sang Real significava literalmente Sangue Real.

C A P Í T U L O 59

O recepcionista instalado no átrio de entrada do quartel-general da Opus Dei em Nova Iorque ficou surpreendido ao ouvir pelo telefone a voz do bispo Aringarosa.

— Boa noite, Eminência.

— Alguma mensagem para mim? — perguntou o bispo, parecendo invulgarmente ansioso.

— Sim, Eminência. Ainda bem que telefonou. Não consegui apanhá-lo no seu apartamento. Teve uma mensagem telefônica urgente há cerca de uma hora.

— Sim? — Aringarosa pareceu aliviado pela notícia. — A pessoa que telefonou deixou algum nome?

— Não, Eminência, apenas um número. — E o recepcionista repetiu o número.

— Prefixo trinta e três? É França, não é?

— Exato, Eminência. Paris. O senhor que telefonou disse que era de importância crucial que o contatasse imediatamente.

— Obrigado. Tenho estado à espera desse telefonema — disse, Aringarosa, e desligou imediatamente.

Enquanto pousava o auscultador, o recepcionista perguntou a si mesmo por que razão a ligação parecera tão ruim. O horário do bispo Aringarosa mostrava-o em Nova Iorque nesse fim de semana, mas parecera estar a meio mundo de distância. O homem encolheu os ombros. O bispo Aringarosa andava comportando-se de uma maneira estranha havia já vários meses.

O meu celular deve ter estado sem recepção, pensou Aringarosa enquanto o Fiat se aproximava da saída do aeroporto Ciampino, reservado a voos charter,

em Roma. O Professor esteve tentando contatar-me. Apesar de preocupado por ter perdido a chamada, o fato de o Professor se sentir suficientemente confiante para ligar diretamente para o quartel-general da Opus Dei em Nova Iorque encorajava-o. As coisas devem ter corrido bem em Paris esta noite.

Marcou o número que lhe tinha sido dado, sentindo a excitação de saber que muito em breve estaria em Paris. Chegarei lá antes da madrugada. Um pequeno jato alugado esperava-o para o curto voo até a França. As companhias comerciais não eram uma opção àquela hora, sobretudo considerando o conteúdo da maleta.

Ouviu o toque de chamada.

— Diretion Centrale Police Judiciaire — disse uma voz de mulher.

Aringarosa hesitou. Aquilo era inesperado.

— Ah, sim... Pediram-me para ligar para este número?

— Qui êtes-vous? — perguntou a mulher. — O seu nome, por favor?

Aringarosa não sabia muito bem se devia ou não fornecer esta informação. A Polícia Judiciária francesa?

— O seu nome, monsieurt — insistiu a mulher.

— Bispo Manuel Aringarosa.