O Código Da Vinci
Capítulo Cinquenta e Sete
Sophie parecia esmagada.
— Uma mulher historicamente bem conhecida? — perguntou.
— Muito. — Teabing pegou nas muletas e apontou na direção do corredor. —
E se quiserem acompanhar-me ao estúdio, meus amigos, terei a honra de mostrar-lhes o retrato que da Vinci fez dela.
A duas salas de distância, na cozinha, Rémy Legaludec, o mordomo, mantinha-se de pé e em silêncio diante de um televisor. O noticiário mostrava as fotografias de um homem e de uma mulher... os mesmos dois indivíduos a quem acabava de servir chá.
C A P Í T U L O 57
Junto à barricada que vedava a saída do Banco Depositário de Zurique, o tenente Collet perguntava a si mesmo porque diabo estaria o capitão Fache demorando tanto tempo para conseguir um mandato de busca. Era evidente que os banqueiros escondiam qualquer coisa. Afirmavam que Langdon e Nev eu tinham de fato estado no banco mas que lhes fora recusada a entrada por não possuírem a necessária identificação de conta.
Então por que é que não nos deixam entrar e dar uma vista de olhos?
Finalmente, o telefone do tenente tocou. Era o posto de comando, ainda situado no Louvre.
— Já temos o mandato de busca? — perguntou Collet.
— Esqueça o banco, tenente — disse-lhe o agente. — Acabamos de receber uma informação. Sabemos o lugar exato onde Langdon e a agente Neveu estão escondidos.
Collet sentou-se com força no capô do carro.
— Está brincando.
— Tenho um endereço nos subúrbios. Em algum lugar perto de Versalhes.
— O capitão Fache já sabe?
— Ainda não. Está ocupado com uma chamada importante.
— Estou a caminho. Ele que me ligue logo que estiver livre. — Collet tomou nota do endereço e saltou para dentro do carro. Enquanto se afastava do banco com os pneus guinchando, percebeu que se esquecera de perguntar quem informara a DCPJ sobre a localização de Langdon. Não que fizesse qualquer diferença. Tinha agora uma oportunidade de redimir-se do seu ceticismo e anteriores erros. Estava à beira de fazer a detenção mais espectacular da sua
carreira.
Contatou pelo rádio os cinco carros que o seguiam.
— Nada de sirenes. Não quero que Langdon saiba que estamos chegando.
A quarenta quilômetros dali, um Audi preto saiu da estrada rural e parou no meio da escuridão à beira de um campo. Silas apeou-se e espreitou por entre as barras de ferro forjado do gradeamento que cercava a vasta propriedade. Viu, ao longe, a mansão que se erguia no topo da suave vertente banhada pelo luar.
Todas as luzes do piso térreo estavam acesas. Estranho para esta hora, pensou Silas, sorrindo. A informação que o Professor lhe dera estava evidentemente correta. Não sairei desta casa sem a Chave de Abóbada, jurou a si mesmo. Não deixarei ficar mal o bispo e o Professor.