O Código Da Vinci

Dan Brown · Capítulo 16 de 109

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O Código Da Vinci

Capítulo Treze

Esta é uma foto da mensagem completa.

E estendeu o papel a Langdon.

Confuso, Langdon olhou para a imagem. A fotografia em grande plano mostrava a mensagem escrita no soalho de parquet. A última linha atingiu-o como um pontapé no estômago.

13-3-2-21-1-1-8-5

O, Draconian devil!

Oh, lame saint!

P.S. Find Robert Langdon

C A P Í T U L O 13

Durante vários segundos, Langdon ficou olhando. estupefato, para a fotografia do pós-escrito de Saunière. P.S. Encontrar Robert Langdon. Sentiu como se o chão estivesse fugindo debaixo dos s eus pés. Jacques Saunière deixou um pós-escrito com o meu nome? Por mais que se esforçasse, não conseguia imaginar porquê.

— Compreende agora — perguntou Sophie, com ansiedade no olhar — por que razão o capitão Fache o trouxe aqui esta noite e por que razão é o principal suspeito?

A única coisa que Langdon compreendia naquele momento era a razão por que Fache fizera aquele sorriso de satisfação quando ele sugerira que Saunière teria escrito o nome do seu assassino.

Encontrar Robert Langdon.

— Porque Saunière escreveria uma coisa destas? — exaltou-se Langdon, com a confusão dando lugar à raiva. — Porque eu haveria de querer matá-lo?

— Fache ainda não descobriu o motivo, mas tem está gravando toda a conversa consigo na esperança de que lhe revele um.

Langdon abriu a boca, mas nem uma palavra saiu.

— Tem um microfone escondido — explicou Sophie. — Está ligado a um emissor que traz no bolso e que transmite o sinal para o posto de comando.

— Isto é impossível! — gaguejou Langdon. — Eu tenho umálibi. Fui diretamente para o hotel depois da conferência. Podem perguntar na recepção.

— Fache já perguntou. O relatório dele diz que retirou a chave do seu quarto na recepção às dez e meia. Infelizmente, o crime foi cometido mais perto das onze. Podia muito facilmente ter saído do hotel sem ser visto.

— Mas isto é loucura! Fache não tem qualquer prova!

Sophie abriu muito os olhos, como que dizendo: Não tem provas?

— Senhor Langdon, o seu nome aparece escrito no chão ao lado do corpo, e a agenda do conservador Saunière diz que estava com ele à hora aproximada a que foi morto. — Fez uma pausa. — O capitão Fache tem provas mais do que suficientes para detê-lo para ser interrogado.

Langdon teve repentinamente a sensação de que precisava de um advogado.

— Mas não fui eu!

Sophie suspirou.

— Não estamos na televisão americana, senhor Langdon. Na França, a Lei protege a Polícia, não os criminosos. Infelizmente, neste caso, há ainda a considerar a imprensa. Jacques Saunière era uma figura muito querida e muito considerada em Paris, e o seu assassinato vai ser a notícia da manhã. O capitão Fache vai se ver imediatamente pressionado a fazer uma declaração, e parecerá muito melhor se já tiver um suspeito sob custódia. Seja ou não culpado, o mais certo é ficar retido pela DCPJ até eles conseguirem descobrir o que realmente aconteceu.

Langdon sentiu-se como um animal encurralado.

— Porque é que está me dizendo tudo isto?

— Porque, senhor Langdon, acredito que é inocente. — Sophie desviou o olhar por um instante. — E também porque é em parte por minha culpa que está metido neste problema.

— Como? Foi por sua culpa que o Saunière quis incriminar-me?

— O conservador Saunière não quis incriminá-lo. Foi um erro. A mensagem no chão era dirigida a mim.

Langdon precisou de um minuto para processar esta informação.

— Desculpe?

— A mensagem não se destinava à Polícia. Ele a escreveu para mim. Penso que foi obrigado a fazer tudo tão depressa que não percebeu do aspecto que ia ter para a

Polícia. — Fez uma pausa. — O código numérico não tem qualquersignificado. Saunière o escreveu para ter certeza de que a investigação envolveria criptólogos, garantindo assim que se saberia o mais cedo possível o

que lhe tinha acontecido.

Langdon estava cada vez mais perdido. Sophie Neveu podia ser ou não ser louca, mas ao menos agora compreendia por que razão estava tentando ajudá-lo.

P.S. Encontre Robert Langdon. Aparentemente, acreditava que Jacques Saunière lhe deixara um críptico pós-escrito dizendo-lhe que o encontrasse a ele, Langdon.

— Mas porque acha que a mensagem era para você?

— O Homem de Vitrúvio — respondeu ela, calmamente. — Esse desenho sempre foi a minha obra preferida de da Vinci. Saunière usou-a para me chamar a atenção.

— Espere aí. Está me dizendo que o conservador do Louvre sabia qual era a sua obra de arte preferida?

Sophie assentiu.

— Peço desculpas, isto está tudo confuso. Jacques Saunière e eu...

A voz de Sophie quebrou-se, e Langdon detetou nela um a súbita nota de melancolia, um passado doloroso, fervilhando logo abaixo da superfície. Sophie e Jacques Saunière tinham aparentemente tido um tipo qualquer de relação especial.

Olhou para a bela jovem que tinha à sua frente, sabendo que, na França, era comum os homens de certa idade terem amantes mais novas. Mesmo assim, Sophie Neveu se encaixava mal no papel de “amante”.

— Nós brigamos há dez anos — disse Sophie, e a voz dela não passava agora de um murmúrio. — Desde então, quase não nos falamos. Esta noite, quando recebemos na Cripto a notícia de que tinha sido assassinado e vi as imagens do corpo e do texto no chão, compreendi que estava tentando me enviar uma mensagem.

— Por causa do Homem de Vitrúvio?

— Sim. E das letras P. S.

— Post scriptu?