O Código Da Vinci

Dan Brown · Capítulo 92 de 109

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O Código Da Vinci

Capítulo Oitenta e Nove

Uma baforada de vento quente atravessou a estação quando um trem se aproximou, com um rugido abafado. Sophie estava decidida a seguir nele quando partisse. Aparentemente, Langdon tivera a mesma ideia, uma vez que se

levantara e avançava para ela.

— O homem que procura chama-se Rémy Legaludec — disse. — É o mordomo de Sir Leigh Teabing. Acaba de raptar Sir Leigh em Temple Church, e...

— Agente Neveu! — berrou Fache no instante em que o trem entrava ribombando na estação. — Isto não é assunto para discutir em uma linha aberta.

Você e Langdon, entreguem-se imediatamente. Para sua própria segurança!

Estou dando-lhe uma ordem direta!

Sophie desligou e correu com Langdon para o trem.

C A P Í T U L O 89

A imaculada cabina do Hawker de Teabing estava agora cheia de aparas de aço e cheirava a ar comprimido e a propano. Bezu Fache mandara todos sairem e sentava-se sozinho diante de uma bebida e da caixa de madeira tirada do cofre do avião.

Passou os dedos pela rosa embutida e levantou a ornamentada tampa. Lá dentro, encontrou um cilindro de pedra com cinco anéis marcados com letras. Os cinco anéis estavam dispostos de maneira a formar a palavra SOFIA. Fache ficou olhando para a palavra durante um longo mom ento, e então tirou o cilindro da caixa almofadada e examinou-o centímetro a centímetro. Em seguida, puxando cuidadosamente pelas pontas, retirou uma das extremidades. Estava vazio.

Voltou a guardá-lo na caixa e olhou com uma expressão ausente pela janela do jato, ponderando a curta conversa que tivera com Sophie e as informações que recebera da equipe da PTC em Château Villette. O som do telefone arrancou-o do seu devaneio.

Era da central da DCPJ, em Paris. O telefonista estava apologético. O

presidente do Banco Depositário de Zurique telefonara repetidamente, e apesar de lhe ter sido várias vezes dito que o capitão se encontrava ausente do país, em serviço, ele insistia em ligar.

Relutantemente, Fache ordenou ao telefonista que passasse a chamada.

— Monsieur Vernet — disse, antes que o homem pudesse sequer pronunciar uma palavra —, peço desculpas por não lhe ter ligado mais cedo. Tenho estado ocupado. Como lhe prometi, o nome do seu banco não apareceu nos órgãos de informação. Portanto, qual é exatamente o seu problema?

Em tom ansioso, Vernet contou como Langdon e Sophie tinham retirado do banco uma pequena caixa de madeira e o tinham depois pers uadido a ajudá-los a fugir.

— Quando soube pela rádio que eram criminosos, parei o carro e exigi que devolvessem a caixa, mas eles atacaram-me e roubaram o carro.

— Está preocupado com uma caixa de madeira — disse Fache, olhando para a rosa embutida e levantando mais uma vez a tampa para estudar o cilindro branco. — Sabe dizer-me o que essa caixa continha?