O Código Da Vinci

Dan Brown · Capítulo 42 de 109

Páginas do PDF

O Código Da Vinci

Capítulo Trinta e Nove

Langdon olhou para os comandos do carro e hesitou. Merda. Procurou a alavanca de mudanças e a embreagem.

— Sophie, talvez fosse melhor...

— Vamos! — gritou ela.

Lá fora, várias prostitutas aproximavam-se para ver o que se passava. Uma delas começou a digitar um número no celular. Langdon apertou a embreagem e empurrou a alavanca das mudanças, na esperança de ter engrenado a primeira.

Pisou no acelerador.

Soltou a embreagem. Os pneus guincharam quando o táxi saltou para a frente, com a traseira derrapando de uma maneira que obrigou a multidão a procurar refúgio. A mulher do celular saltou para o meio das árvores, escapando por centímetros a ser atropelada.

— Doucement! — disse Sophie, enquanto o carro guinava aos solavancos pela estrada empedrada. — O que é que está fazendo?

— Tentei avisá-la! — gritou ele, para fazer-se ouvir acima dos protestos da caixa de velocidades. — Estou habituado com carros automáticos!

C A P Í T U L O 39

Por muito sofrimento que o espartano quarto na casa de arenito castanho da Rue La Bruyère tivesse testemunhado, Silas duvidava que qualquer outro se comparasse à angústia que naquele momento lhe torturava o corpo pálido. Fui enganado. Está tudo perdido.

Fora ludibriado. Os irmãos tinham mentido, preferindo a morte a revelar o seu verdadeiro segredo. Silas não se sentia com coragem para telefonar ao Professor. Não só matara as únicas quatro pessoas que sabiam onde estava escondida a Chave de Abóbada, como também matara uma monja dentro de Saint-Sulpice. Ela trabalhava contra Deus. Zombava do trabalho da Opus Dei!

Um

crime

de

impulso,

a

morte

daquela

mulher

complicava

extraordinariamente toda a questão. O bispo Aringarosa fizera o telefonema que permitira a Silas entrar na igreja; que pensaria o abade quando descobrisse que a freira estava morta? Apesar de Silas ter voltado a deitá-la na cama, a ferida na cabeça era óbvia. Tentara recolocar a laje partida do chão, mas o estrago causado era igualmente óbvio. Saberiam alguém que estivera na igreja.

Silas planejara refugiar-se na Opus Dei quando o seu trabalho ali estivesse terminado. O bispo Aringarosa m e protegerá. Não conseguia imaginar maior felicidade do que uma vida de meditação e oração entre as paredes do quartel-general da Opus Dei em Nova Iorque. Nunca mais voltaria a pôr os pés na rua.

Tudo aquilo de que precisava estava dentro daquele santuário. Ninguém dará pela minha falta. Infelizmente, bem sabia, um homem proeminente como o bispo Aringarosa não podia desaparecer com a mesma facilidade.