O Código Da Vinci

Dan Brown · Capítulo 20 de 109

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O Código Da Vinci

Capítulo Dezessete

Preciso levá-lo até à embaixada dos Estados Unidos.

Voltando-se para a janela, olhou mais uma vez através da trama de fios de alarme embebidos no vidro para o passeio, uns vertiginosos doze metros mais abaixo. Um salto daquela altura deixaria Langdon com um par de pernas

quebradas. No mínimo.

Mesmo assim, Sophie tomou a sua decisão.

Quisesse ou não, Robert Langdon ia fugir do Louvre.

C A P Í T U L O 17

— Como não responde? — Fache tinha no rosto uma expressão de incredulidade. — Estamos ligando para o celular, certo? Sei que o traz com ela.

Havia vários minutos que o tenente Collet estava tentando contatar Sophie Neveu.

— Talvez tenha ficado sem bateria. Ou tenha o toque de chamada desligado.

Fache parecia perturbado desde que falara ao telefone com o diretor do Departamento de Criptologia. Depois de desligar, dirigira-se a Collet e ordenara-lhe que ligasse para a agente Neveu. Collet não conseguia fazer a ligação, e Fache andava de um lado para o outro, como um leão enjaulado.

— Que queriam os da Cripto? — arriscou-se Collet a perguntar.

— Dizer-nos que não encontram qualquer referência a demônios draconianos nem a santos imperfeitos.

— Só isso?

— Não. Também disseram que tinham identificado os números como a sequência Fibonacci, mas que suspeitavam de que a série não tem qualquer significado.

Collet ficou confuso.

— Mas já tinham enviado a agente Neveu para nos dizer isso mesmo.

Fache abanou a cabeça.

— Não enviaram Neveu.

— Como?

— Segundo o diretor, ao receber as minhas ordens convocou a equipe inteira para examinar as imagens que lhe tínhamos enviado. Quando a agente Neveu chegou, lançou um olhar às fotos do Saunière e do código e abandonou o

edifício sem dizer uma palavra.

Mas o diretor que não estranhou o comportamento dela por ser natural que as fotografias a tivessem perturbado.

— Perturbado? Nunca tinha visto a foto de um cadáver?

Fache ficou silencioso por um instante.

— Eu não sabia, e parece que o diretor da Cripto também não até que um colega dela o informou, mas, aparentemente, Sophie Neveu é neta de Jacques Saunière.

Collet ficou sem palavras.

— O diretor explicou que ela nunca tinha referido o nome de Saunière e assumiu que provavelmente não o fizera por não querer um tratamento preferencial por ter um avô famoso.

Não admira que as fotos a tenham perturbado. Collet mal conseguia imaginar a infeliz coincidência que pusera uma jovem na situação de terde decifrar um código escrito por um familiar morto. Em todo o caso, as ações dela não faziam sentido.

— Mas ela r econheceu obviamente os números como sendo a sequência Fibonacci, uma vez que veio até aqui e nos disse. Não percebo porque raio saiu do Departamento sem dizer a ninguém o que tinha descoberto.

Collet só conseguia c onceber um cenário capaz de explicar a estranha série de acontecimentos: Jacques Saunière tinha escrito um código numérico no chão na esperança de que Fache envolvesse criptólogos na investigação, e consequentemente Sophie. Quanto ao resto da mensagem, estaria o conservadorcomunicando de algum modo com a neta? Se sim, qual era a mensagem? E qual era o papel de Langdon no meio de tudo aquilo?

Antes que Collet pudesse continuar a ponderar o assunto, o silêncio em que o museu deserto estava mergulhado foi rasgado pela estridência de um alarme. O

som parecia vir do interior da Grande Galeria.

— Alarme! — gritou um dos agentes, olhando para o monitor do Centro de segurança do Louvre. — Grande Galerie. Toilettes Mêssieurs!

Fache voltou-se para Collet.

— Onde está Langdon?

— Continua no banheiro dos homens! — Collet apontou para o ponto

vermelho que piscava no visor do computador. — Deve ter quebrado a janela! —

Sabia que Langdon não conseguiria chegar muito longe. Embora os regulamentos municipais de Paris exigissem que todas as janelas dos edifícios públicos situadas acima de quatro metros e meio de altura estivessem equipadas com vidros quebráveis, como precaução em caso de incêndio, sair por uma janela do segundo piso do Louvre sem a ajuda de uma corda ou de uma escada seria suicídio. Além disso, não havia no extremo oeste da Ala Denon árvores ou arbustos que pudessem amortecer uma queda. Imediatamente por baixo da janela do banheiro, as duas faixas de rodagem do sentido norte-sul da Place du Carrousel passavam a meia dúzia de passos da parede exterior. — Meu Deus! —

exclamou, sem desviar os olhos do visor. — Langdon está a subir para o peitoril da janela!

Fache, porém, já estava em movimento. Sacando o seu revólver Manurnhin MR-93 do coldre axilar, o capitão saíra correndo do gabinete. Collet, estupefato, viu no monitor o ponto que piscava c hegar ao peitoril da janela e então fazer uma coisa perfeitamente inesperada: passar para o exterior do perímetro do edifício. Que se estará acontecendo?, perguntou a si mesmo. O cara encontrou uma cornija, ou...

— Jesus! — Collet ergueu-se de um salto quando o ponto se afastou ainda mais da parede. O sinal pareceu estremecer por um instante, e então deteve-se abruptamente cerca de dez metros para lá do perímetro do edifício.

Teclando furiosamente instruções, Collet chamou ao visor um mapa de Paris e recalibrou o GPS. Ampliando a imagem, viu a localização exata do sinal.

Já não estava em movimento.

Permanecia imóvel no meio da faixa norte-sul da lace du Carrousel.

Langdon tinha saltado.

 

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