O Código Da Vinci
Capítulo Trinta e Seis
Mas primeiro quero que me conte tudo o que sabe a respeito desse Priorado de Sião.
C A P Í T U L O 36
À entrada da Salle des États, Bezu Fache espumava de raiva enquanto o guarda graduado Grouard lhe explicava como Sophie e Langdon tinham conseguido desarmá-lo.
Porque é que não disparaste através do raio do quadro!
— Capitão! — O tenente Collet corria na direção deles vindo do posto de comando. — Capitão, a notícia chegou agora mesmo. Encontraram o carro da agente Neveu.
— Conseguiu chegar à embaixada?
— Não. Estação ferroviária. Compraram dois bilhetes. O trem acaba de partir.
Fache despediu Grouard com um gesto e levou Collet para um recanto da galeria, dirigindo-se a ele em voz baixa.
— Qual era o destino?
— Lille.
— Provavelmente, um truque para nos despistar. — Fache soprou com força, formulando um plano. — Muito bem, alerte a próxima estação, mande parar e revistar o trem, pelo sim pelo não. Deixe o carro dela onde está e ponha agentes à paisana vigiando-o, para o caso de tentarem recuperá-lo. Mande fazer uma busca nas ruas em volta da estação, para o caso de terem fugido a pé. Há ônibus a partir da estação?
— A esta hora, não. Só táxis.
— Ótimo. Interrogue os motoristas. Descubra se viram alguma coisa. Depois contate a companhia de táxis e mande descrições dos dois fugitivos para a central. Vou falar com a Interpol.
Collet pareceu surpreendido.
— Vai pôr isto no ar?
Fache lamentava o potencial embaraço, mas não via outra opção. Fechar a rede, e fechá-la com força.
A primeira hora era crítica. Os fugitivos eram sempre previsíveis durante a primeira hora após a fuga. Precisavam sempre da mesma coisa. Distância.
Alojamento. Dinheiro.
A Santíssima Trindade. A Interpol tinha o poder de fazer todas estastrês coisas desaparecerem em um abrir e fechar de olhos. Enviando por fax fotografias de Langdon e de Sophie para as instituições de viagens, hotéis e bancos de Paris, não lhes deixaria a menor chance — não poderiam sair da cidade, não teriam onde se esconder, não teriam maneira de levantar dinheiro sem serem reconhecidos. Regra geral, os fugitivos entravam em pânico e faziam qualquer coisa estúpida. Roubar um carro. Assaltar uma loja. Ou, em desespero de causa, usar um cartão bancário. Fosse qual fosse o erro que cometessem, não tardavam a revelar o seu paradeiro às autoridades locais.
— Só Langdon, certo? — disse Collet. — Não vai denunciar Sophie Neveu.
Ela é um dos nossos.
— Claro que vou denunciá-la! — replicou Fache. — De que serviria denunciar Langdon deixando-a livre para fazer o trabalho sujo? Tenciono passar pente fino no dossiê da Neveu... amigos, família, contatos pessoais... toda as pessoas a quem ela possa pedir ajuda. Não sei o que é que ela pensa que anda fazendo, mas vai custar-lhe muito mais do que o emprego!