O Código Da Vinci

Dan Brown · Capítulo 96 de 109

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O Código Da Vinci

Capítulo Noventa e Três

— Muito bem. — Gettum voltou ao computador. — Faço-lhes a vontade. Se tudo isto tem a ver com o Graal, vamos introduzir referências cruzadas com palavras-chaves relativas ao Graal. Vou acrescentar um parâmetro de proximidade e aliviar o título, o que limitará os resultados aos casos em que as palavras-chaves textuais ocorram perto de um termo relacionado com o Graal.

Procurar:

CAVALEIRO, LONDRES, PAPA, TÚMULO

Numa proximidade de 100 palavras de:

GRAAL, ROSA, SANGREAL, CÁLICE

— Quanto tempo vai demorar? — perguntou Sophie.

— Umas centenas de milhõesde bytes com múltiplos campos de referências

cruzadas? — Os olhos de Gettum brilharam enquanto ela clicava o botão SEARCH. — Uns meros quinze minutos.

Langdon e Sophie não disseram nada, mas Gettum adivinhou que aquilo lhes parecia uma eternidade.

— Chá? — perguntou, pondo-se de pé e dirigindo-se ao bule que tinha preparado. — Leigh adora o meu chá.

C A P Í T U L O 93

A Residência da Opus Dei em Londres é ummodesto prédio de tijolo no número 5 de Orme Court, sobranceira ao North Walk dos Kensington Gardens. Silas nunca tinha estado lá, mas experimentou uma crescente sensação de refúgio e asilo à medida que se aproximava, a pé, do edifício. Apesar da chuva, Rémy deixara-o a uma curta distância, a fim de manter a limusine afastada das ruas mais movimentadas. Silas não se importava de caminhar. A chuva lavava-o.

Por sugestão de Rémy, limpara cuidadosamente a arma e atirara-a a uma sarjeta.

Estava satisfeito por se ver livre dela. Sentia-se mais leve. Ainda lhe doíam as pernas por ter estado amarrado durante tanto tempo, mas já suportara dores bem maiores. Pensou, porém, em Teabing, que Rémy tinha deixado na parte de trás da limusine. O inglês devia de estar começando a saber o que era a dor.

— Que vai fazer com ele? — perguntara a Rémy, ainda no carro.

Rémy encolhera os ombros.

— Essa decisão compete ao Professor. — E houvera uma estranha finalidade no seu tom.

Agora, enquanto se aproximava do edifício da Opus Dei, a chuva começou a cair com mais força, encharcando-lhe o pesado hábito, fazendo arder as feridas do dia anterior. Sentia-se pronto para deixar para trás os pecados das últimas vinte e quatro horas e purgar a alma. O seu trabalho estava feito.

Atravessando o pequeno pátio até à porta principal, não ficou surpreso ao encontrá-la aberta. Empurrou-a e entrou no reduzido v estíbulo. Uma campainha eletrônica tocou Em algum lugar no primeiro andar quando pisou a alcatifa. A

campainha era um elemento comum naquelas casas, onde os residentes passavam a maior parte do tempo nos quartos, rezando. Silas ouviu movimento no rangente soalho de madeira por cima da sua cabeça.

Um homem que envergava um hábito desceu as escadas.

— Posso ajudá-lo?

Tinha olhos bondosos, que pareceram nem sequer notar o surpreendente aspecto físico de Silas.

— Obrigado. Chamo-me Silas. Sou um numerário da Opus Dei.

— Americano?

Silas assentiu,

— Só estarei em Londres um dia. Posso repousar aqui?

— Nem precisa perguntar. Há dois quartos vagos no terceiro piso. Quer que lhe leve um pouco de chá e de pão?

— Obrigado. — Silas estava faminto.

Subiu as escadas até um modesto quarto com uma janela, onde despiu o hábito molhado e se ajoelhou para rezar apenas c om a roupa interior. Ouviu o seu anfitrião subir e deixar uma bandeja junto da porta. Acabou as suas orações, comeu e deitou-se para dormir.

Três pisos mais abaixo, o telefone tocava. O numerário que recebera Silas levantou o auscultador.

— Fala a Polícia de Londres — disse uma voz de homem. Estamos tentando encontrar um monge albino. Recebemos a informação de que talvez estivesse aí.

Viram-no?

O numerário sobressaltou-se.

— Sim, está aqui. Aconteceu alguma coisa?

— Está aí agora?

— Sim, lá em cima, rezando. O que está acontecendo?

— Deixe-o precisamente onde está — ordenou o homem. Não diga uma palavra seja a quem for. Vou mandar imediatamente alguém para aí.

 

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