O Código Da Vinci

Dan Brown · Capítulo 34 de 109

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O Código Da Vinci

Capítulo Trinta e um

— Escolheu um refém valioso — comentou por fim, sem deixar de correr.

— A Madonna dos Rochedos — respondeu ela. — Mas não fui eu que o escolhi, foi o meu avô.Deixou-me uma coisinha escondida atrás do quadro.

Langdon lançou-lhe um olhar sobressaltado.

— O quê? Mas como soube em que quadro? Porquê a Madonna dos Rochedos?

— So dark the con of man. — Sophie dirigiu-lhe um sorriso triunfante. —

Deixei escapar os dois primeiros anagramas, Robert. Não ia deixar passar o terceiro.

C A P Í T U L O 31

— Estão mortos! — disse irmã Sandrine ao telefone, no seu quarto em Saint-Sulpice.

Estava falando para um atendedor automático. — Atendam, por favor. Estão todos mortos!

Os três primeiros números da lista tinham produzido resultados aterradores —

uma viúva histérica, um detetive trabalhando a dez horas no local de um crime e um sombrio padre consolando uma família devastada. Todos os três contatos tinham morrido. E agora, ao ligar para o quarto e último número — o número para o qual não era suposta ligar a menos que os outros três estivessem incomunicáveis —, respondera-lhe um atendedor automático. A voz gravada não mencionava qualquer nome, limitava-se a pedir a quem chamava que deixasse mensagem.

— A laje do chão foi partida! — disse a irmã Sandrine. — Os outros três estão mortos!

Irmã Sandrine desconhecia a identidade dos quatro homens que protegia, mas os quatro números de telefone escondidos debaixo da cama eram para ser usados em uma única circunstância.

Se alguma vez aquela laje for quebrada, dissera-lhe o mensageiro sem rosto, isso significará que o escalão superior foi descoberto. Um de nós foi mortalmente ameaçado e obrigado a dizer uma mentira desesperada. Ligue para estes números. Avise os outros.

Não nos falhe nisto.

Era um alarme silencioso. Perfeito na sua simplicidade. O plano espantara-a quando o ouvira pela prim eira vez. Se um irmão visse a sua identidade

comprometida, diria uma mentira que poria em marcha um mecanismo destinado a alertar os outros.

Naquela noite, porém, parecia que mais do que um fora comprometido.

— Responda, por favor — sussurrou ela, em pânico. — Onde está?

— Desligue o telefone — ordenou uma voz profunda, da porta do quarto.

A irmã Sandrine voltou-se, aterrorizada, e viu o gigantesco monge. Tinha na mão o pesado candelabro de ferro. Tremendo, pousou o auscultador no descanso.

— Estão mortos — continuou o monge. — Todos eles. E enganaram-me.