Tecnologia social: contribuições conceituais e metodológicas
Referências
Ainda nessa acepção, acreditamos que a AST, por seu caráter de “ponte” entre a crítica das forças produtivas na sociedade capitalista e a possibilidade de desconstrução e construção da tecnologia num sentido desejado, é um estribo que os movimentos sociais poderão utilizar para “pressionar” a comunidade científica e o governo a conformar uma nova agenda de Política Científica e Tecnológica.
Referências
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10 Esta seção segue muito de perto o conteúdo da segunda parte do trabalho de Guillermo, O’Donnell,“Anotações para uma Teoria do Estado”, cujo objetivo central é, justamente, esclarecer as diferenças entre os três conceitos. Ainda entre autores latino-americanos, serviram como referência o trabalho de Oscar Oszlak, Estado e Sociedade: Novas Regras do Jogo?.
11 É do trabalho de José Luis Fiori – O poder global e a nova geopolítica das nações – que tomei esta proposição.
12 Os parágrafos que seguem reproduzem quase literalmente as ideias expostas por Marco Aurélio Nogueira em seu trabalho “O pensamento político e a redemocratização do Brasil”, onde aparece esta expressão que alude a um também longo e importante debate ocorrido no seio da esquerda latino-americana a respeito da vigência do conceito de burguesia nacional.
13 Esse conceito é, para efeitos deste trabalho, equivalente ao de empreendimentos econômicos solidários, empresas em autogestão, empreendimentos com características autogestionárias, cooperativas de trabalhadores, cooperativas de resistência.
14 Do que hoje se gasta em pesquisa no mundo, 70% são gastos empresariais (e deste, 70% são de transnacionais, isto é, 50% do total). Os 30% restantes que correspondem ao gasto público, como é evidente, também se orientam direta ou indiretamente para a mesma finalidade. O que faz com que estimativas realizadas pela professora Amy Smith do MIT Massachusetts Institute of Technology – apontem que “quase 90% dos dólares de P&D são gastos na criação de tecnologias que atendem aos 10% da população mais rica do mundo”.
15 Segundo Núñez (2000), “La ciencia y la moderna tecnología son inseparables; en consecuencia han llegado a ser actividades casi indistinguibles, y si la Revolución Científica del Siglo XVII, y la Revolución Industrial iniciada en el Siglo XVIII fueron procesos relativamente independientes, la fecundación recíproca y sistemática entre ciencia y tecnología es, sobre todo, un fenómeno que se materializa a partir de la segunda mitad del siglo XX y se acentúa notablemente en el siglo actual. Por eso, es difícil saber a que se dedican las personas que trabajan en un laboratorio de I+D de una gran industria: ¿hacen ciencia o hacen tecnología? Quizás simplemente hagan “tecnociencia”, actividad donde los viejos límites son desdibujados”. E segue,“La imagen de la ciencia como una actividad de individuos aislados que buscan la verdad sin otros intereses que los cognitivos no coincide con la realidad social de la ciencia contemporánea; la CyT ha sido impulsada por la búsqueda de hegemonía mundial de las grandes potencias y a las exigencias del desarrollo industrial y las pautas de consumo que se producen y se difunden desde las sociedades que lideran los procesos de modernización”.
16 Um dos eventos que mais marcou as discussões a esse respeito foi o desenvolvimento da tecnologia nucelar e da pesquisa científica que tornou possível o lançamento das bombas atômicas sobre Hiroshima e Nagasaki. Neste caso, os cientistas que colaboraram no projeto Manhattan e que, inclusive, convenceram os líderes militares de sua necessidade ou conveniência, não podiam alegar que o conhecimento que produziam poderia ser “usado para o mal”. Mesmo porque, na sua visão, o “bem” de derrotar o nazismo justificaria o “mal” de aniquilar civis. No período que se seguiu, cada vez que uma aplicação da tecnologia nuclear (na saúde, na produção de alimentos etc) era lograda, ou que um desenvolvimento tecnológico militar era usado no setor civil, fortalecia-se a ideia de que o eticamente problemático era o uso do conhecimento.