Tecnologia social: contribuições conceituais e metodológicas

Entendendo processos: da economia formal (capitalista) à economia informal (não capitalista)

(capitalista) à economia informal (não capitalista)

Esta seção e a que segue tratam do contexto socioeconômico dinâmico e, por isto, mutável, onde têm lugar as iniciativas que conduzem à criação de ESs. E, por inclusão, aquelas que são o foco deste trabalho: as iniciativas de AST.

Os processos que conformam esses contextos são descritos a partir de idealizações sobre como teriam eles transcorrido e sido esquematizados segundo uma perspectiva marxista. A apresentação que se faz a seguir, neste caso do processo de transição da economia não capitalista para a capitalista é uma sistematização – nada original, breve, grosseira, e enviesada pelo propósito deste trabalho – de fragmentos daquilo que sobre ele pode ser desenvolvido a partir dessa perspectiva.

Observando a relação entre a economia formal e a informal é fácil verificar que ela envolve a troca de insumos (matérias-primas) e produtos, por um lado, e capital e mão de obra, por outro. Tal como

mostra a figura 1 que segue, privilégio para o entendimento da forma como se verifica, no tempo, essa relação, ou a forma como se processa a dinâmica capitalista que condiciona os fluxos de capital entre elas.

Figura 1 – Sociedade/Economia

 

]

É possível individualizar, na dinâmica capitalista, situações típicas – limites e gradientes – associadas (ou desencadeadoras) ao trânsito do capital entre a economia formal e a informal. Elas seriam as responsáveis por “regular” processos que, idealmente, ter-se-iam verificado ao longo da expansão do capitalismo. Primeiramente no sentido da economia formal para a informal, mas que em função de mudanças ou gradientes relacionados a algumas variáveis dessa dinâmica podem ocorrer no sentido inverso.

A tipologia está composta por seis situações típicas:

1. Limite econômico: o capital se vai localizando em

segmentos (ou atividades) econômicos com taxas de lucro