Exame Neurológico Simplificado
O que significa
• Parkinsonismo: indica disfunção dos núcleos da base. Causas comuns: doença de
Parkinson, neurolépticos.
• Marche à petits pas: indica disfunção cortical bilateral difusa. Causa comum: doença
cerebrovascular difusa, “estado lacunar ”.
• Marcha em tesoura: indica paraparesia espástica. Causas comuns: paralisia cerebral,
esclerose múltipla, compressão medular.
• Ataxia sensitiva indica perda da propriocepção (Romberg positivo). Causas comuns:
neuropatia periférica, lesão do cordão posterior da medula (ver adiante).
• Ataxia cerebelar: Desvia-se para o lado da lesão. Causas comuns: medicamentos (p.
ex., fenitoína), álcool, esclerose múltipla, doença cerebrovascular.
• Marcha anserina: indica fraqueza ou insuficiência dos músculos proximais. Causas
comuns: miopatias proximais, luxação bilateral congênita dos quadris.
• Marcha apráxica: indica que a integração cortical do movimento é anormal,
geralmente com patologia do lobo frontal. Causas comuns: hidrocefalia de pressão normal, doença cerebrovascular.
• Hemiplégica: lesão unilateral do neurônio motor superior. Causas comuns: acidente
vascular cerebral, esclerose múltipla.
• Pé caído: Causas comuns: unilateral — paralisia do nervo fibular comum, lesão
piramidal, radiculopatia L5; bilateral — neuropatia periférica.
• Marcha funcional: variável, pode ser inconsistente com o restante do exame, piora
quando observada. Pode ser confundida com a marcha da coreia (especialmente da doença de Huntington), que é arrastada, contorcida e espasmódica e tem achados
associados ao exame (Cap. 24).
Marchas não neurológicas
• Marcha dolorosa: Causas comuns: artrite, trauma — geralmente óbvia. • Marcha ortopédica: Causas comuns: membro encurtado, cirurgia prévia de quadril,
trauma.
Teste de Romberg
O que fazer
Peça ao paciente levantado que se equilibre com os pés juntos.
• Permita que ele permaneça assim por alguns segundos.
Diga ao paciente que você está preparado para segurá-lo caso ele caia (certifique-se
de que você esteja mesmo).
• Se ele cai com os olhos abertos, você não pode continuar com o teste.
Caso contrário:
Peça ao paciente que feche os olhos.
O que você encontra e o que significa
• Permanece de pé com os olhos abertos; permanece de pé também com os olhos
fechados = teste de Romberg negativo: normal.
• Permanece de pé com os olhos abertos; cai com os olhos fechados = teste de
Romberg positivo: perda da propriocepção. Isso pode ocorrer com: – Lesão do cordão posterior da medula espinhal: Causas comuns: compressão
medular (p. ex., espondilose cervical, tumor). Causas mais raras: tabes dorsalis, deficiência de vitamina B , doença degenerativa da medula espinhal. 12
– Neuropatia periférica: Causas comuns: consulte o Capítulo 20.
• Incapaz de ficar na posição ereta com os olhos abertos e os pés juntos =
instabilidade severa. Causas comuns: síndromes cerebelares e síndromes vestibulares, tanto centrais quanto periféricas.
• Fica de pé com os olhos abertos: balança para a frente e para trás com os olhos
fechados: sugere uma síndrome cerebelar.
Erros C om uns
• O sinal de Romberg não pode ser pesquisado se o paciente não consegue ficar de pé
sem ajuda.
• O sinal de Romberg não é positivo na doença cerebelar.