Exame Neurológico Simplificado

Geraint Fuller · Capítulo 15 de 89

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Exame Neurológico Simplificado

O que significa

• Parkinsonismo: indica disfunção dos núcleos da base. Causas comuns: doença de

Parkinson, neurolépticos.

• Marche à petits pas: indica disfunção cortical bilateral difusa. Causa comum: doença

cerebrovascular difusa, “estado lacunar ”.

• Marcha em tesoura: indica paraparesia espástica. Causas comuns: paralisia cerebral,

esclerose múltipla, compressão medular.

• Ataxia sensitiva indica perda da propriocepção (Romberg positivo). Causas comuns:

neuropatia periférica, lesão do cordão posterior da medula (ver adiante).

• Ataxia cerebelar: Desvia-se para o lado da lesão. Causas comuns: medicamentos (p.

ex., fenitoína), álcool, esclerose múltipla, doença cerebrovascular.

• Marcha anserina: indica fraqueza ou insuficiência dos músculos proximais. Causas

comuns: miopatias proximais, luxação bilateral congênita dos quadris.

• Marcha apráxica: indica que a integração cortical do movimento é anormal,

geralmente com patologia do lobo frontal. Causas comuns: hidrocefalia de pressão normal, doença cerebrovascular.

• Hemiplégica: lesão unilateral do neurônio motor superior. Causas comuns: acidente

vascular cerebral, esclerose múltipla.

• Pé caído: Causas comuns: unilateral — paralisia do nervo fibular comum, lesão

piramidal, radiculopatia L5; bilateral — neuropatia periférica.

• Marcha funcional: variável, pode ser inconsistente com o restante do exame, piora

quando observada. Pode ser confundida com a marcha da coreia (especialmente da doença de Huntington), que é arrastada, contorcida e espasmódica e tem achados

associados ao exame (Cap. 24).

 

Marchas não neurológicas

• Marcha dolorosa: Causas comuns: artrite, trauma — geralmente óbvia. • Marcha ortopédica: Causas comuns: membro encurtado, cirurgia prévia de quadril,

trauma.

 

Teste de Romberg

O que fazer

Peça ao paciente levantado que se equilibre com os pés juntos.

• Permita que ele permaneça assim por alguns segundos.

Diga ao paciente que você está preparado para segurá-lo caso ele caia (certifique-se

de que você esteja mesmo).

• Se ele cai com os olhos abertos, você não pode continuar com o teste.

Caso contrário:

Peça ao paciente que feche os olhos.

O que você encontra e o que significa

• Permanece de pé com os olhos abertos; permanece de pé também com os olhos

fechados = teste de Romberg negativo: normal.

• Permanece de pé com os olhos abertos; cai com os olhos fechados = teste de

Romberg positivo: perda da propriocepção. Isso pode ocorrer com: – Lesão do cordão posterior da medula espinhal: Causas comuns: compressão

medular (p. ex., espondilose cervical, tumor). Causas mais raras: tabes dorsalis, deficiência de vitamina B , doença degenerativa da medula espinhal. 12

– Neuropatia periférica: Causas comuns: consulte o Capítulo 20.

• Incapaz de ficar na posição ereta com os olhos abertos e os pés juntos =

instabilidade severa. Causas comuns: síndromes cerebelares e síndromes vestibulares, tanto centrais quanto periféricas.

• Fica de pé com os olhos abertos: balança para a frente e para trás com os olhos

fechados: sugere uma síndrome cerebelar.

 

Erros C om uns

• O sinal de Romberg não pode ser pesquisado se o paciente não consegue ficar de pé

sem ajuda.

• O sinal de Romberg não é positivo na doença cerebelar.