Exame Neurológico Simplificado

Geraint Fuller · Capítulo 61 de 89

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Exame Neurológico Simplificado

Capítulo 21: Sensibilidade: Geral

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Sensibilidade: Geral

 

Contexto

Há cinco modalidades básicas de sensibilidade (Tabela 21.1).

Tabela 21.1

Modalidades de sensibilidade

 

Modalidade Trato Calibre da fibra Sensibilidade vibratória Cordão posterior Fibras grossas

Noção de posição segmentar

Tato fino

 

Dor Trato espinotalâmico Fibras finas

Temperatura

 

A via cordonal posterior permanece ipsilateral até o bulbo, onde ela cruza. O trato

espinotalâmico cruza principalmente após um ou dois segmentos da entrada (Fig.

21.1).

FIGURA 21.1 Secção da medula espinhal mostrando as aferências sensitivas (azul) e as eferências motoras (preto) para o lado direito (D).

A sensibilidade vibratória, a noção de posição segmentar e a sensibilidade térmica

são muitas vezes perdidas sem sintomas proeminentes.

As perdas de tato fino e de sensibilidade dolorosa são geralmente sintomáticas. O exame da sensibilidade deveria ser utilizado:

• Como um teste de rastreio.

• Para avaliar o paciente sintomático.

• Para testar hipóteses geradas pelo exame da motricidade (p. ex., para distinguir

entre lesões combinadas dos nervos mediano e ulnar e uma lesão da raiz T1).

O exame da sensibilidade requer um considerável grau de atenção, tanto do médico

quanto do paciente. Os testes da sensibilidade vibratória e da noção de posição segmentar são geralmente rápidos e fáceis e requerem pouca atenção, por isso devem ser realizados em primeiro lugar. Assim você também poderá testar a confiabilidade do paciente no relato da sua sensibilidade.

Em todas as partes do teste da sensibilidade é essencial que o paciente seja

primeiramente instruído. Só então realizamos o exame. Na maioria dos casos você estará seguro de que o paciente entendeu e de que as respostas obtidas são confiáveis.

Algumas vezes você precisará verificar que o paciente realmente entendeu o teste

adequadamente. Em todos os testes, comece pelas áreas de perda sensitiva e continue até as regiões de sensibilidade normal.

Lembre-se de que os sinais sensitivos são mais subjetivos do que as alterações de

reflexos ou de motricidade; portanto, geralmente é atribuído menos peso a eles quando são descritos com alterações motoras e de reflexos.

Braços

Há quatro nervos que são comumente afetados no braço. O déficit sensitivo relevante

está ilustrado nos dedos para os nervos mediano, ulnar, radial e axilar (Fig. 21.2A-C).

FIGURA 21.2 A. Déficit sensitivo na mão: nervos mediano (azul) e ulnar (preto) B. Déficit sensitivo na mão: nervo radial C. Déficit sensitivo no braço: nervo axilar

Pode haver déficit sensitivo além das bordas das distribuições sensitivas ilustradas. A representação dermatomérica nos braços pode ser lembrada facilmente se você se

lembrar de que o dedo médio da mão é inervado por C7, como ilustrado na Figura 21.3.

FIGURA 21.3 Dermátomos no braço

 

Pernas

O déficit sensitivo é mais comumente visto nos seguintes nervos:

• Nervo cutâneo lateral da coxa (Fig. 21.4A).

FIGURA 21.4 Déficits sensitivos na perna. A. Nervo cutâneo lateral da coxa. B. Nervo fibular comum. C. Nervo femoral. D. Nervo ciático

• Nervo fibular comum (também chamado de nervo poplíteo lateral) (Fig. 21.4B).

• Nervo femoral (Fig. 21.4C).

• Nervo ciático (Fig. 21.4D).

Os dermátomos mais frequentemente afetados são L4, L5 e S1. Uma “dança” para ajudá-lo a recordar os dermátomos da perna é mostrada na

Figura 21.5.

FIGURA 21.5 Como fazer a dança dos dermátomos: comece com as suas mãos sobre os bolsos (L1), traga as mãos PARA A PARTE INTERNA das coxas (L2), depois PARA FORA e para baixo ao lado dos joelhos (L3), depois PARA DENTRO e para baixo até à face interna das panturrilhas (L4), depois PARA A FACE EXTERNA das panturrilhas (L5), depois aponte para a sola do pé (S1), e para a região glútea (S5)

 

Dermátomos

Uma visão geral da inervação radicular é mostrada na Figura 21.6. Os dermátomos-chave a serem recordados são mostrados em azul.