Exame Neurológico Simplificado

Geraint Fuller · Capítulo 25 de 89

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Exame Neurológico Simplificado

O que você encontra

3 Observe o fundo retiniano

• Examine as adjacências dos vasos sanguíneos.

• Examine os quatro quadrantes sistematicamente.

 

O que você encontra

1 Disco óptico

Observe as Figuras 8.3 e 8.4.

 

FIGURA 8.3 Fluxograma: anormalidades do disco óptico

FIGURA 8.4 Anormalidades do disco óptico

A escavação fisiológica fica levemente nasal ao centro do disco óptico. O seu

diâmetro é normalmente menos de 50% do disco (Figs. 8.5A e 8.6).

FIGURA 8.5 A, Disco normal, seta azul = artéria; seta amarela = veia. B, Papiledema.C, Atrofia óptica, observe o disco pálido. D, Glaucoma, observe escavação fisiológica óptica alargada

FIGURA 8.6 Variações da normalidade

A cabeça do nervo óptico está edemaciada (Fig. 8.5B). Isso pode ser causado por

papiledema ou papilite. O papiledema geralmente produz mais inchaço, com saliência das margens do disco — geralmente não associada a perturbações visuais (pode aumentar o ponto cego). A papilite é associada à perda visual, especialmente escotomas centrais.

É frequentemente difícil encontrar um disco óptico edemaciado, pois os vasos

desaparecem sem que se possa discernir um disco óptico óbvio.

A diferença entre papiledema e papilite pode ser lembrada assim:

• Você não vê nada (não consegue achar o disco óptico) + o paciente vê tudo (visão

normal) = papiledema.

• Você não vê nada + o paciente também não vê (perda visual severa) = papilite.

• Você vê tudo (disco óptico com aspecto normal) + o paciente não vê nada = neurite

retrobulbar.

A cabeça do nervo óptico é muito pálida — atrofia óptica (Fig. 8.5C). A escavação fisiológica é muito aumentada, tomando a maior parte do disco óptico

— glaucoma (Fig. 8.5D).

 

Erros com uns

• Margem nasal borrada: normal, frequentemente confundida com papiledema. • Palidez temporal: normalmente mais pálida do que a nasal, porém frequentemente

descrita como anormal.

• Fundo de olho miópico: o olho miópico é grande, de modo que o disco parece mais

pálido, o que pode ser confundido com atrofia óptica.

• Fundo de olho hipermétrope: olho pequeno, o fundo de olho parece muito cheio de

estruturas, confundido com papiledema.

• Drusas: corpos coloides que podem ocorrer no disco, confundidos com

papiledema.

• Pigmentação na borda do disco: normal — pode fazer o disco parecer pálido. • Fibras nervosas mielínicas: fibras brancas opacas, geralmente irradiando a partir do

disco, podem ser confundidas com papiledema.

 

2 Vasos sanguíneos

• Calibre arterial irregular.

• Cruzamentos arteriovenosos: a veia se estreita acentuadamente quando é cruzada

pela artéria.

• Neovascularização: novos vasos aparecem como vasos semelhantes a samambaias,

frequentemente próximos ao disco e muitas vezes saindo do plano da retina — e, portanto, podem ficar fora de foco.

• Objeto amarelo brilhante no lúmen da artéria: êmbolo de colesterol. • Veia retiniana aparece pulsátil = pulso venoso retiniano presente.

Erros com uns

(Observe a Fig. 8.6)

• Artéria coroidal: um pequeno vaso correndo da borda do disco em direção à mácula.

Confundido com novos vasos.

• Vasos tortuosos: normal.

 

3 Fundo retiniano (Fig. 8.7)

Aspecto geral

• Fundo pigmentado: normal, especialmente em pessoas de pele escura. Se estriado,

é dito tigroide.

• Pálido:

– Nítido: normal em pessoas de pele clara, também visto em albinos. – Borrado: a mácula aparece como um ponto “cor de cereja”, vasos estreitos — visto

na oclusão da artéria retiniana.

 

FIGURA 8.7 Anormalidades retinianas

 

Lesões Vermelhas

• Hemorragias pontuais: microaneurismas vistos adjacentes aos vasos sanguíneos. • Hemorragias em borrão: sangramento de microaneurismas na camada profunda da

retina. Pontos e borrões hemorrágicos são vistos na retinopatia diabética.