Exame Neurológico Simplificado
O que você encontra
3 Observe o fundo retiniano
• Examine as adjacências dos vasos sanguíneos.
• Examine os quatro quadrantes sistematicamente.
O que você encontra
1 Disco óptico
Observe as Figuras 8.3 e 8.4.
FIGURA 8.3 Fluxograma: anormalidades do disco óptico
FIGURA 8.4 Anormalidades do disco óptico
A escavação fisiológica fica levemente nasal ao centro do disco óptico. O seu
diâmetro é normalmente menos de 50% do disco (Figs. 8.5A e 8.6).
FIGURA 8.5 A, Disco normal, seta azul = artéria; seta amarela = veia. B, Papiledema.C, Atrofia óptica, observe o disco pálido. D, Glaucoma, observe escavação fisiológica óptica alargada
FIGURA 8.6 Variações da normalidade
A cabeça do nervo óptico está edemaciada (Fig. 8.5B). Isso pode ser causado por
papiledema ou papilite. O papiledema geralmente produz mais inchaço, com saliência das margens do disco — geralmente não associada a perturbações visuais (pode aumentar o ponto cego). A papilite é associada à perda visual, especialmente escotomas centrais.
É frequentemente difícil encontrar um disco óptico edemaciado, pois os vasos
desaparecem sem que se possa discernir um disco óptico óbvio.
A diferença entre papiledema e papilite pode ser lembrada assim:
• Você não vê nada (não consegue achar o disco óptico) + o paciente vê tudo (visão
normal) = papiledema.
• Você não vê nada + o paciente também não vê (perda visual severa) = papilite.
• Você vê tudo (disco óptico com aspecto normal) + o paciente não vê nada = neurite
retrobulbar.
A cabeça do nervo óptico é muito pálida — atrofia óptica (Fig. 8.5C). A escavação fisiológica é muito aumentada, tomando a maior parte do disco óptico
— glaucoma (Fig. 8.5D).
Erros com uns
• Margem nasal borrada: normal, frequentemente confundida com papiledema. • Palidez temporal: normalmente mais pálida do que a nasal, porém frequentemente
descrita como anormal.
• Fundo de olho miópico: o olho miópico é grande, de modo que o disco parece mais
pálido, o que pode ser confundido com atrofia óptica.
• Fundo de olho hipermétrope: olho pequeno, o fundo de olho parece muito cheio de
estruturas, confundido com papiledema.
• Drusas: corpos coloides que podem ocorrer no disco, confundidos com
papiledema.
• Pigmentação na borda do disco: normal — pode fazer o disco parecer pálido. • Fibras nervosas mielínicas: fibras brancas opacas, geralmente irradiando a partir do
disco, podem ser confundidas com papiledema.
2 Vasos sanguíneos
• Calibre arterial irregular.
• Cruzamentos arteriovenosos: a veia se estreita acentuadamente quando é cruzada
pela artéria.
• Neovascularização: novos vasos aparecem como vasos semelhantes a samambaias,
frequentemente próximos ao disco e muitas vezes saindo do plano da retina — e, portanto, podem ficar fora de foco.
• Objeto amarelo brilhante no lúmen da artéria: êmbolo de colesterol. • Veia retiniana aparece pulsátil = pulso venoso retiniano presente.
Erros com uns
(Observe a Fig. 8.6)
• Artéria coroidal: um pequeno vaso correndo da borda do disco em direção à mácula.
Confundido com novos vasos.
• Vasos tortuosos: normal.
3 Fundo retiniano (Fig. 8.7)
Aspecto geral
• Fundo pigmentado: normal, especialmente em pessoas de pele escura. Se estriado,
é dito tigroide.
• Pálido:
– Nítido: normal em pessoas de pele clara, também visto em albinos. – Borrado: a mácula aparece como um ponto “cor de cereja”, vasos estreitos — visto
na oclusão da artéria retiniana.
FIGURA 8.7 Anormalidades retinianas
Lesões Vermelhas
• Hemorragias pontuais: microaneurismas vistos adjacentes aos vasos sanguíneos. • Hemorragias em borrão: sangramento de microaneurismas na camada profunda da
retina. Pontos e borrões hemorrágicos são vistos na retinopatia diabética.