Exame Neurológico Simplificado

Geraint Fuller · Capítulo 17 de 89

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Exame Neurológico Simplificado

Capítulo 6: Nervo craniano I: Nervo olfatório

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Nervo craniano I: Nervo olfatório

 

Este nervo raramente é testado na prática clínica.

O exame geralmente é realizado para investigar uma queixa específica e não como

um teste de rastreio. A maioria dos odores reconhecíveis requer o sentido da olfação intacto. Algumas substâncias, tais como amônia, podem ser reconhecidas pelo epitélio nasal e não requerem vias olfativas intactas.

 

O que fazer

• Muito simples: Pergunte ao paciente se ele tem notado uma mudança no seu

sentido de olfação (isto na realidade é história e não exame).

• Simples: Tome um objeto próximo ao leito — um pedaço de fruta, uma laranja, uma

garrafa de suco — e pergunte ao paciente se o seu cheiro está normal.

• Formal: Utiliza-se uma coleção de substâncias com odores identificáveis em frascos

semelhantes. Substâncias frequentemente utilizadas incluem hortelã, cânfora e água de rosas. Pede-se ao paciente que identifique esses odores. Uma substância como a amônia é geralmente incluída. Cada narina é testada separadamente.

 

O que você encontra

• O paciente é capaz de identificar odores apropriadamente: normal. • O paciente é incapaz de reconhecer aromas, mas reconhece a amônia: anosmia. Esse

achado é limitado a uma narina: anosmia unilateral.

• O paciente não reconhece odores, inclusive a amônia: considere que esse déficit

pode não ser inteiramente orgânico.

 

O que significa

• Anosmia em ambas as narinas: perda da olfação. Causas comuns: passagens nasais

bloqueadas (p. ex., resfriado comum), trauma; uma perda relativa ocorre com o envelhecimento e com a doença de Parkinson.

• Anosmia unilateral: narina bloqueada, lesão frontal unilateral (meningioma ou

glioma — extremamente raro).