Exame Neurológico Simplificado
Capítulo 6: Nervo craniano I: Nervo olfatório
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Nervo craniano I: Nervo olfatório
Este nervo raramente é testado na prática clínica.
O exame geralmente é realizado para investigar uma queixa específica e não como
um teste de rastreio. A maioria dos odores reconhecíveis requer o sentido da olfação intacto. Algumas substâncias, tais como amônia, podem ser reconhecidas pelo epitélio nasal e não requerem vias olfativas intactas.
O que fazer
• Muito simples: Pergunte ao paciente se ele tem notado uma mudança no seu
sentido de olfação (isto na realidade é história e não exame).
• Simples: Tome um objeto próximo ao leito — um pedaço de fruta, uma laranja, uma
garrafa de suco — e pergunte ao paciente se o seu cheiro está normal.
• Formal: Utiliza-se uma coleção de substâncias com odores identificáveis em frascos
semelhantes. Substâncias frequentemente utilizadas incluem hortelã, cânfora e água de rosas. Pede-se ao paciente que identifique esses odores. Uma substância como a amônia é geralmente incluída. Cada narina é testada separadamente.
O que você encontra
• O paciente é capaz de identificar odores apropriadamente: normal. • O paciente é incapaz de reconhecer aromas, mas reconhece a amônia: anosmia. Esse
achado é limitado a uma narina: anosmia unilateral.
• O paciente não reconhece odores, inclusive a amônia: considere que esse déficit
pode não ser inteiramente orgânico.
O que significa
• Anosmia em ambas as narinas: perda da olfação. Causas comuns: passagens nasais
bloqueadas (p. ex., resfriado comum), trauma; uma perda relativa ocorre com o envelhecimento e com a doença de Parkinson.
• Anosmia unilateral: narina bloqueada, lesão frontal unilateral (meningioma ou
glioma — extremamente raro).