Exame Neurológico Simplificado

Geraint Fuller · Capítulo 20 de 89

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Exame Neurológico Simplificado

2 Pupilas

• Ptose. Causas comuns: congênita, síndrome de Horner (ptose sempre parcial),

paralisia do terceiro par craniano (ptose frequentemente completa) (ver adiante); em pacientes mais velhos, os músculos elevadores podem se tornar fracos ou desinseridos da pálpebra, produzindo ptose relacionada à idade. Causas mais raras: miastenia gravis (ptose frequentemente variável), miopatia.

• Exoftalmo. Causas comuns: mais frequentemente, doença ocular da disfunção

tireoidiana — associada à retração palpebral. Raramente: massa retro-orbitária.

• Enoftalmo: uma característica da síndrome de Horner (ver adiante).

 

2 Pupilas

O que fazer com o paciente consciente

(Para alterações pupilares do paciente inconsciente, consulte o Capítulo 27.) Observe as pupilas.

• Elas são iguais em tamanho?

• Elas são regulares nos contornos?

• Há buracos na íris ou corpos estranhos (p. ex., implantes de lentes) na câmara

anterior?

Dirija o foco de uma lanterna a um dos olhos.

• Observe a reação desse olho — o reflexo direto — e então repita e observe a reação

do outro olho — o reflexo consensual.

• Assegure-se de que o paciente esteja olhando para longe e não para a luz. • Repita para o outro olho.

Posicione o seu dedo 10 cm à frente do nariz do paciente. Peça ao paciente que olhe

para longe e depois para o seu dedo.

Observe as pupilas quanto à sua reação à acomodação.

 

O que você encontra

Observe a Figura 7.2

FIGURA 7.2 Fluxograma: anormalidades pupilares

 

Testes adicionais

Estímulo luminoso alternado

O que fazer

Ilumine um olho e depois o outro a intervalos de aproximadamente um segundo. Varie a iluminação repetidamente entre os dois olhos. Observe a resposta pupilar quando a luz é dirigida ao olho.

O que você encontra e o que significa

• A pupila se contrai quando a luz é dirigida a ela repetidamente: normal. • A pupila de um dos lados se contrai quando a luz é dirigida a ela e a pupila do outro

lado dilata quando a luz lhe é dirigida; o lado que dilata tem um defeito pupilar