Exame Neurológico Simplificado
2 Pupilas
• Ptose. Causas comuns: congênita, síndrome de Horner (ptose sempre parcial),
paralisia do terceiro par craniano (ptose frequentemente completa) (ver adiante); em pacientes mais velhos, os músculos elevadores podem se tornar fracos ou desinseridos da pálpebra, produzindo ptose relacionada à idade. Causas mais raras: miastenia gravis (ptose frequentemente variável), miopatia.
• Exoftalmo. Causas comuns: mais frequentemente, doença ocular da disfunção
tireoidiana — associada à retração palpebral. Raramente: massa retro-orbitária.
• Enoftalmo: uma característica da síndrome de Horner (ver adiante).
2 Pupilas
O que fazer com o paciente consciente
(Para alterações pupilares do paciente inconsciente, consulte o Capítulo 27.) Observe as pupilas.
• Elas são iguais em tamanho?
• Elas são regulares nos contornos?
• Há buracos na íris ou corpos estranhos (p. ex., implantes de lentes) na câmara
anterior?
Dirija o foco de uma lanterna a um dos olhos.
• Observe a reação desse olho — o reflexo direto — e então repita e observe a reação
do outro olho — o reflexo consensual.
• Assegure-se de que o paciente esteja olhando para longe e não para a luz. • Repita para o outro olho.
Posicione o seu dedo 10 cm à frente do nariz do paciente. Peça ao paciente que olhe
para longe e depois para o seu dedo.
Observe as pupilas quanto à sua reação à acomodação.
O que você encontra
Observe a Figura 7.2
FIGURA 7.2 Fluxograma: anormalidades pupilares
Testes adicionais
Estímulo luminoso alternado
O que fazer
Ilumine um olho e depois o outro a intervalos de aproximadamente um segundo. Varie a iluminação repetidamente entre os dois olhos. Observe a resposta pupilar quando a luz é dirigida ao olho.
O que você encontra e o que significa
• A pupila se contrai quando a luz é dirigida a ela repetidamente: normal. • A pupila de um dos lados se contrai quando a luz é dirigida a ela e a pupila do outro
lado dilata quando a luz lhe é dirigida; o lado que dilata tem um defeito pupilar