Exame Neurológico Simplificado

Geraint Fuller · Capítulo 74 de 89

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Exame Neurológico Simplificado

4 Testes dos músculos respiratórios e do tronco

M úsculos respiratórios

Os músculos intercostais e o diafragma podem estar especialmente envolvidos nos

transtornos neuromusculares. O exame clínico pode ser útil na avaliação da fraqueza da musculatura respiratória, mas é de valor limitado. Se houver fraqueza da musculatura respiratória, ou estiver sendo seriamente considerada, então as medidas fisiológicas, particularmente a capacidade vital (que pode necessitar de avaliação nas posições deitada e de pé) e as pressões inspiratórias bucais são importantes, bem como uma monitorização regular.

O exame geralmente será realizado se:

• O paciente tem, ou supõe-se que tenha, um transtorno neuromuscular que

sabidamente envolva os músculos respiratórios – exemplos incluem síndrome de Guillain-Barré, miastenia gravis, doença do neurônio motor, distrofia muscular.

• O paciente tem dispneia ou insuficiência respiratória potencialmente devida à

fraqueza da musculatura respiratória.

Testes à beira do leito

O paciente fica dispneico quando sentado? Ou apenas quando deitado – quando os movimentos do diafragma são limitados pela pressão do conteúdo abdominal?

Eles podem falar normalmente ou estão limitados a frases únicas ou a apenas

algumas palavras?

Peça-lhes que contem – até onde eles conseguem contar com uma única inspiração? Qual é a frequência respiratória?

A expansão do tórax é normal?

Observe o abdome – normalmente a contração do diafragma na inspiração força o

abdome para fora. Se o diafragma está fraco, isso é invertido e o abdome é retraído durante a inspiração – é a respiração paradoxal. Isso pode ocorrer unilateralmente na paralisia do nervo frênico.

 

Músculos da axila e do tronco

Esses músculos raramente serão testados formalmente, mas são testados indiretamente durante outras fases do exame – por exemplo, quando o paciente se senta sem apoio ou caminha.

Raramente os pacientes podem apresentar fraqueza dos músculos axiais; por

exemplo, queda da cabeça (head drop), quando a cabeça se inclina para a frente como resultado da fraqueza do eretor da espinha cervical, ou camptocormia, quando o paciente flexiona o tronco na cintura devido à fraqueza do eretor espinhal tóraco-lombar.

O eretor espinhal pode ser testado: peça ao paciente que deite de bruços e levante a

cabeça (eretor espinhal cervical), e depois que levante os ombros (eretor da espinhal torácico). Peça-lhe, então, que relaxe novamente e, depois, levante os pés do colchão (eretor espinhal lombar).