Exame Neurológico Simplificado

Geraint Fuller · Capítulo 77 de 89

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Exame Neurológico Simplificado

O que você encontra

Pulso e testes de PA

 

Teste Normal Reflexo Pulso em repouso 60-100 Taquicardia: parassimpático anormal Resposta da FC à respiração 10/min máx-min > 15/min Perda da variabilidade: parassimpático anormal

Resposta da FC ao ortostatismo (primeiros 15 batimentos) aumento > 11/min Perda da resposta: parassimpático anormal

Resposta da PA ao ortostatismo Queda < 30/15 Queda acentuada: simpático anormal Resposta da FC à manobra de Valsalva FC sobe durante FC estável durante: simpático anormal

FC cai após FC estável após: parassimpático anormal

FC: frequência cardíaca.

Peça ao paciente que inspire fundo e expire contra a glote fechada: uma manobra de

Valsalva (você provavelmente terá que demonstrar isso) e, então, peça-lhe que respire normalmente. Observe o efeito que a manobra de Valsalva e a liberação têm sobre o pulso.

Afira a pressão arterial em decúbito e em ortostatismo (Tabela 26.1). Observe a coloração da pele e qualquer sudorese.

Sinta a temperatura da pele.

 

O que você encontra

Pupilas

• Síndrome de Horner (ptose, miose, enoftalmia, anidrose): defeito simpático. • Reações lentas à luz e à acomodação: neuropatia autonômica.

 

Pele

• Vermelha e quente, com pouca sudorese: lesão simpática.

 

O que significa

• Síndrome de Horner: consulte o Capítulo 7. • Neuropatia autonômica. Causa comum: diabetes melito. Causas raras: síndrome de

Guillain-Barré, amiloidose, atrofia de múltiplos sistemas (também denominada

síndrome de Shy-Drager: Capítulo 24), hipotensão ortostática, insuficiência autonômica congênita (síndrome de Riley-Day).

• Lesões simpáticas localizadas: simpatectomia cirúrgica.

Erros com uns

• Medicamentos podem interferir nos testes de função autonômica: por exemplo,

betabloqueadores e agentes com ação anticolinérgica bloqueiam partes do sistema nervoso autônomo.

• Condições clínicas gerais, como pneumonia ou anemia, afetarão a resposta

cardiovascular e interferirão nos testes autonômicos.

Função vesical e intestinal

Padrões de anormalidade

Bexiga frontal

• Urgência urinária, emissão descontrolada e sem aviso de grandes volumes de

urina sem urina residual. Períodos de controle urinário. Tônus anal normal. Sinais

de liberação frontal (Cap. 25).

• Ocorre na demência, na hidrocefalia de pressão normal e nos tumores frontais.

Bexiga medular

• Inicialmente retenção urinária ± incontinência por extravasamento. Mais tarde a

bexiga contrai e emite pequenos volumes de urina automaticamente e sem aviso. Constipação. Tônus anal normal. Pode desenvolver ereções penianas reflexas, chamadas de priapismo (em homenagem ao deus grego Príapo).

• Ocorre nas lesões medulares. Causas comuns: trauma, esclerose múltipla. Causa

rara: tumor medular.

Bexiga neurogênica periférica

• Distensão indolor de uma bexiga flácida com incontinência por extravasamento e

grandes volumes residuais. Incontinência fecal. Tônus anal reduzido. Pode haver anestesia em sela. Impotência.

• Ocorre nas lesões da cauda equina. Causa comum: protrusão central de disco

lombar. Causas mais raras: espinha bífida, ependimomas, cordomas, metástases. Também ocorre nas lesões dos nervos periféricos. Causa comum: diabetes melito. Causas mais raras: cirurgia pélvica, malignidade.