Exame Neurológico Simplificado
O que você encontra
Pulso e testes de PA
Teste Normal Reflexo Pulso em repouso 60-100 Taquicardia: parassimpático anormal Resposta da FC à respiração 10/min máx-min > 15/min Perda da variabilidade: parassimpático anormal
Resposta da FC ao ortostatismo (primeiros 15 batimentos) aumento > 11/min Perda da resposta: parassimpático anormal
Resposta da PA ao ortostatismo Queda < 30/15 Queda acentuada: simpático anormal Resposta da FC à manobra de Valsalva FC sobe durante FC estável durante: simpático anormal
FC cai após FC estável após: parassimpático anormal
FC: frequência cardíaca.
Peça ao paciente que inspire fundo e expire contra a glote fechada: uma manobra de
Valsalva (você provavelmente terá que demonstrar isso) e, então, peça-lhe que respire normalmente. Observe o efeito que a manobra de Valsalva e a liberação têm sobre o pulso.
Afira a pressão arterial em decúbito e em ortostatismo (Tabela 26.1). Observe a coloração da pele e qualquer sudorese.
Sinta a temperatura da pele.
O que você encontra
Pupilas
• Síndrome de Horner (ptose, miose, enoftalmia, anidrose): defeito simpático. • Reações lentas à luz e à acomodação: neuropatia autonômica.
Pele
• Vermelha e quente, com pouca sudorese: lesão simpática.
O que significa
• Síndrome de Horner: consulte o Capítulo 7. • Neuropatia autonômica. Causa comum: diabetes melito. Causas raras: síndrome de
Guillain-Barré, amiloidose, atrofia de múltiplos sistemas (também denominada
síndrome de Shy-Drager: Capítulo 24), hipotensão ortostática, insuficiência autonômica congênita (síndrome de Riley-Day).
• Lesões simpáticas localizadas: simpatectomia cirúrgica.
Erros com uns
• Medicamentos podem interferir nos testes de função autonômica: por exemplo,
betabloqueadores e agentes com ação anticolinérgica bloqueiam partes do sistema nervoso autônomo.
• Condições clínicas gerais, como pneumonia ou anemia, afetarão a resposta
cardiovascular e interferirão nos testes autonômicos.
Função vesical e intestinal
Padrões de anormalidade
Bexiga frontal
• Urgência urinária, emissão descontrolada e sem aviso de grandes volumes de
urina sem urina residual. Períodos de controle urinário. Tônus anal normal. Sinais
de liberação frontal (Cap. 25).
• Ocorre na demência, na hidrocefalia de pressão normal e nos tumores frontais.
Bexiga medular
• Inicialmente retenção urinária ± incontinência por extravasamento. Mais tarde a
bexiga contrai e emite pequenos volumes de urina automaticamente e sem aviso. Constipação. Tônus anal normal. Pode desenvolver ereções penianas reflexas, chamadas de priapismo (em homenagem ao deus grego Príapo).
• Ocorre nas lesões medulares. Causas comuns: trauma, esclerose múltipla. Causa
rara: tumor medular.
Bexiga neurogênica periférica
• Distensão indolor de uma bexiga flácida com incontinência por extravasamento e
grandes volumes residuais. Incontinência fecal. Tônus anal reduzido. Pode haver anestesia em sela. Impotência.
• Ocorre nas lesões da cauda equina. Causa comum: protrusão central de disco
lombar. Causas mais raras: espinha bífida, ependimomas, cordomas, metástases. Também ocorre nas lesões dos nervos periféricos. Causa comum: diabetes melito. Causas mais raras: cirurgia pélvica, malignidade.