Exame Neurológico Simplificado

Geraint Fuller · Capítulo 21 de 89

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Exame Neurológico Simplificado

3 Acuidade

aferente relativo (frequentemente abreviado como DPAR). Alguns chamam esse defeito de pupila de Marcus Gunn. N.B. Essa lesão é sempre unilateral.

 

O que significa

• Anisocoria: pupilas desiguais, mas normalmente reagentes — variação da

normalidade.

• Miose senil: alteração normal relacionada à idade. • Pupila de Holmes-Adie: degeneração do gânglio ciliar de causa desconhecida; pode

ser associada à perda dos reflexos profundos.

• Defeito pupilar aferente: lesão anterior ao quiasma óptico. Causa comum: neurite

óptica. Causas mais raras: compressão do nervo óptico, degenerações retinianas.

• Defeito pupilar aferente relativo: lesão parcial anterior ao quiasma óptico. Causas:

as mesmas dos defeitos pupilares aferentes.

• Síndrome de Horner (miose, ptose parcial, enoftalmo e perda da sudorese facial):

lesão de fibras simpáticas. Isso pode ocorrer:

– Centralmente: no hipotálamo, no bulbo ou na medula cervical alta (sai em T1).

Causa comum: acidente vascular cerebral (N.B. síndrome bulbar lateral), desmielinização. Raramente: trauma ou siringomielia.

– Perifericamente: na cadeia simpática, no gânglio cervical superior ou ao longo da

artéria carótida. Causas comuns: Tumor de Pancoast (carcinoma brônquico apical), trauma. Causa rara: dissecção da carótida. Às vezes nenhuma causa é encontrada.

• Pupila de Argyll-Robertson: provavelmente uma lesão do mesencéfalo rostral;

atualmente muito rara. Causas comuns: sífilis, diabetes melito. Raramente: esclerose múltipla.

 

3 Acuidade

O que fazer e o que você encontra

O paciente enxerga de ambos os olhos?

Peça ao paciente que ponha os óculos se for o caso. Oclua um dos olhos do paciente. Teste cada olho separadamente. A acuidade pode ser testada de diversas formas.

(i) Usando a tabela de Snellen

• Posicione o paciente a seis metros de uma tabela bem iluminada. Peça-lhe que leia

de cima para baixo, das letras maiores para as menores.

• Registre o resultado: a distância em metros ou pés da tabela; distância em metros

ou pés na qual as letras deveriam ser vistas.

Por exemplo, 6/6 quando as letras são lidas a distância correta ou 6/60 quando as

letras maiores (normalmente vistas a 60 m) são lidas a 6 m, ou 20/20 e 20/200 quando essas acuidades são medidas em pés.

(ii) Usando uma tabela de visão para perto (Fig. 7.3)

FIGURA 7.3 Tabela de visão para perto

 

• Segure a tabela a 30 cm do paciente e peça a ele que leia seções de texto. • Registre o menor tamanho de letra impressa lido (p. ex., N6). • Assegure-se de que os óculos de leitura estejam sendo usados, caso necessário.

(iii) Usando materiais de beira do leito, tais como jornais Examine como em (ii) e registre o tamanho da fonte lida (p. ex., apenas os títulos das matérias, todo o texto).

Se o paciente for incapaz de ler as letras maiores:

Veja se o paciente pode:

• Contar dedos. Pergunte quantos dedos você está mostrando a ele. • Ver movimentos da mão. Peça a ele que diga quando você movimenta a mão à

frente dos seus olhos.

• Perceber luz. Peça a ele que diga quando você dirige o foco de uma lanterna ao olho

examinado.

Peça ao paciente que olhe através de um buraco de alfinete em um pedaço de

cartolina.

Se a acuidade melhora, o problema visual é refrativo e não decorre de outras causas

oftalmológicas ou neurológicas.