Exame Neurológico Simplificado
3 Acuidade
aferente relativo (frequentemente abreviado como DPAR). Alguns chamam esse defeito de pupila de Marcus Gunn. N.B. Essa lesão é sempre unilateral.
O que significa
• Anisocoria: pupilas desiguais, mas normalmente reagentes — variação da
normalidade.
• Miose senil: alteração normal relacionada à idade. • Pupila de Holmes-Adie: degeneração do gânglio ciliar de causa desconhecida; pode
ser associada à perda dos reflexos profundos.
• Defeito pupilar aferente: lesão anterior ao quiasma óptico. Causa comum: neurite
óptica. Causas mais raras: compressão do nervo óptico, degenerações retinianas.
• Defeito pupilar aferente relativo: lesão parcial anterior ao quiasma óptico. Causas:
as mesmas dos defeitos pupilares aferentes.
• Síndrome de Horner (miose, ptose parcial, enoftalmo e perda da sudorese facial):
lesão de fibras simpáticas. Isso pode ocorrer:
– Centralmente: no hipotálamo, no bulbo ou na medula cervical alta (sai em T1).
Causa comum: acidente vascular cerebral (N.B. síndrome bulbar lateral), desmielinização. Raramente: trauma ou siringomielia.
– Perifericamente: na cadeia simpática, no gânglio cervical superior ou ao longo da
artéria carótida. Causas comuns: Tumor de Pancoast (carcinoma brônquico apical), trauma. Causa rara: dissecção da carótida. Às vezes nenhuma causa é encontrada.
• Pupila de Argyll-Robertson: provavelmente uma lesão do mesencéfalo rostral;
atualmente muito rara. Causas comuns: sífilis, diabetes melito. Raramente: esclerose múltipla.
3 Acuidade
O que fazer e o que você encontra
O paciente enxerga de ambos os olhos?
Peça ao paciente que ponha os óculos se for o caso. Oclua um dos olhos do paciente. Teste cada olho separadamente. A acuidade pode ser testada de diversas formas.
(i) Usando a tabela de Snellen
• Posicione o paciente a seis metros de uma tabela bem iluminada. Peça-lhe que leia
de cima para baixo, das letras maiores para as menores.
• Registre o resultado: a distância em metros ou pés da tabela; distância em metros
ou pés na qual as letras deveriam ser vistas.
Por exemplo, 6/6 quando as letras são lidas a distância correta ou 6/60 quando as
letras maiores (normalmente vistas a 60 m) são lidas a 6 m, ou 20/20 e 20/200 quando essas acuidades são medidas em pés.
(ii) Usando uma tabela de visão para perto (Fig. 7.3)
FIGURA 7.3 Tabela de visão para perto
• Segure a tabela a 30 cm do paciente e peça a ele que leia seções de texto. • Registre o menor tamanho de letra impressa lido (p. ex., N6). • Assegure-se de que os óculos de leitura estejam sendo usados, caso necessário.
(iii) Usando materiais de beira do leito, tais como jornais Examine como em (ii) e registre o tamanho da fonte lida (p. ex., apenas os títulos das matérias, todo o texto).
Se o paciente for incapaz de ler as letras maiores:
Veja se o paciente pode:
• Contar dedos. Pergunte quantos dedos você está mostrando a ele. • Ver movimentos da mão. Peça a ele que diga quando você movimenta a mão à
frente dos seus olhos.
• Perceber luz. Peça a ele que diga quando você dirige o foco de uma lanterna ao olho
examinado.
Peça ao paciente que olhe através de um buraco de alfinete em um pedaço de
cartolina.
Se a acuidade melhora, o problema visual é refrativo e não decorre de outras causas
oftalmológicas ou neurológicas.