Mão e Punho: SBOT Série Ortopedia Cirúrgica
Capítulo 1: Dedo “em martelo” ósseo: técnica de Ishiguro
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Dedo “em martelo” ósseo: técnica de
Ishiguro
Sergio Augusto Machado da Gama
INTRODUÇÃO
O dedo “em martelo” é uma lesão muito comum no meio ortopédico decorrente da perda de continuidade do mecanismo extensor terminal, acompanhada ou não de um fragmento ósseo avulsionado da base da falange distal, que impossibilita a extensão da articulação interfalangiana distal (IFD). Acomete principalmente adultos jovens, em geral homens, com frequência, durante a prática esportiva ou recreação. O mecanismo do trauma é uma exão forçada com o dedo em extensão ou um ferimento corto-contuso com lesão direta do tendão extensor na IFD.
CLASSIFICAÇÃO
Existem várias classi cações para o dedo “em martelo”. A mais utilizada no nosso meio é a descrita por Albertoni; de fácil memorização divide as lesões em 4 grupos: grupo A formado pelas lesões tendinosas puras sem fratura-avulsão da base dorsal da falange distal, sendo A1 os casos com queda da falange distal menor que 30° e A2 os com queda maior que 30°. O grupo B se caracteriza pela presença de um pequeno fragmento ósseo avulsionado (menor que 1/3 da superfície articular) e também divididos em B1 para as angulações da falange distal menores que 30° e B2 para as maiores que 30°. No grupo C o fragmento ósseo é maior que – da superfície articular sem subluxação (C1) ou com subluxação da IFD (C2); o grupo D representa as lesões sárias, D1 para as do tipo Salter-Harris I e D2 para as do tipo III.